Pesquisas para os novos tipos de arroz levaram doze anos
O processo de criação de uma nova variedade começa com a junção de sementes de duas variedades diferentes
A dona de casa que vai ao mercado e compra o arroz pronto na prateleira talvez não imagina como funciona o complexo processo que propicia a venda de um arroz que fica ao gosto da cozinheira.
O engenheiro Agrônomo Mairson Santana explica que para chegar ao lançamento das variedades de arroz Cambará e Ipê, foram mais de 12 anos de pesquisas intensas e milhares de possíveis futuras espécies foram descartadas.
O processo de criação de uma nova variedade começa com a junção de sementes de duas variedades diferentes. Os grãos são cortados e colocados juntos e monitorados diariamente e em horários específicos até que haja a fecundação.
Criada, a nova semente vai para o campo e começa a ser testada. Ela recebe um código e ao longo dos anos, passa por diversos testes que avaliam a condição de produção, resistência ao solo, chuva, falta de chuva, condições de adubação do solo, produtividade, acamamento, quebra de grãos, estética do grão e rendimento na panela.
Por fim, assim que é fica contatada a viabilidade da espécie, iniciam os testes com os produtores, que recebem sementes para plantar em vários solos com características diferentes, e com as indústrias, que fazem os testes comerciais com as novas variedades.
Só depois da aprovação de todos é que as sementes passam por avaliação do Ministério da Agricultura, são embaladas e vendidas aos produtores que plantam e entregam às indústrias que beneficiam o arroz e entregam aos mercados que vendem ao consumidor final.