Pesquisas tentam controlar a soja "guaxa"

Agronegócio

Pesquisas tentam controlar a soja "guaxa"

O controle da soja voluntária também é preocupante em situações de pousio
Por: -Giuliano
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A rede de ensaios para controle de doenças na cultura da soja, da qual participaram 18 instituições na safra 2006/07, realizou, pelo terceiro ano, ensaios em rede para avaliar a eficiência dos fungicidas registrados para o controle da ferrugem asiática. O resultado foi apresentado durante a 29ª Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil (RPSRCB) que terminou nessa quarta-feira (01-08), em Campo Grande (MS). A rede de ensaios agrupou os fungicidas, conforme sua eficiência. A tabela completa será publicada no livro “Tecnologia de Produção de Soja”, editado pela Embrapa Soja.

Durante a Reunião de Soja, algumas instituições informaram que estão pesquisando alternativas para controlar a soja RR voluntária, também denominada de guaxa: soja que emerge após a colheita da lavoura comercial. “O controle é importante quando os produtores semeiam alguma cultura em sucessão a soja RR, pois normalmente realizam a operação de dessecação pré-plantio com o herbicida glifosato, que é ineficiente para o controle da soja RR”, alertam os pesquisadores participantes da comissão de plantas daninhas.

Segundo eles, o controle da soja RR voluntária também é preocupante em situações de pousio (período sem cultura de inverno no campo) após a colheita da soja comercial, “porque a soja voluntária pode ser multiplicadora de doenças, como a ferrugem asiática”, relatam os pesquisadores.

Na comissão de plantas daninhas, também foi discutida a importância de se manter os princípios do Manejo Integrado de Plantas Daninhas em todo o sistema de produção da soja RR. “Atenção especial foi dada para a manutenção de eficiente dessecação em pré-semeadura, impedindo a matocompetição (planta daninha competindo com a soja). Também indicamos evitar o uso repetido e excessivo do glifosato, prevenindo o surgimento de espécies tolerantes e resistentes. Outro ponto importante é a rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferenciados”, recomendam os pesquisadores.

Dentre as mudanças propostas durante 29ª Reunião de Pesquisa de Soja, também está a inclusão na publicação Tecnologias de Produção de Soja, de uma tabela para interpretação de teores de micronutrientes (Cobre, Manganês e Zinco) nos solos do Paraná. “Anteriormente só havia uma tabela para todos os solos das regiões produtoras. Agora, propomos uma tabela específica para o Paraná, o que melhora a eficiência da interpretação da análise de solo e a tomada de decisão da assistência técnica e dos produtores”, explica o pesquisador Gedi Sfredo, da Embrapa Soja.

A tabela traz indicação dos níveis – baixo, médio, alto e muito alto – dos micronutrientes no solo, o que orienta sobre a necessidade ou não de sua aplicação. “A inclusão do nível muito alto na tabela é um diferencial que mostra quando não há mais necessidade de aplicação dos micronutrientes para evitar gastos desnecessários dos agricultores”, explica Gedi.

O pesquisador Rubens Campo, da Embrapa Soja, apresentou trabalho reduzindo as doses de molibdênio (Mo) em soja, cujas sementes foram previamente enriquecidas com o nutriente. O Molibdênio é um micronutriente que pode melhorar a capacidade da fixação biológica do nitrogênio (mecanismo de incorporação do nitrogênio do ar pela planta). Assim, caso o agricultor opte por usar a semente previamente enriquecida com molibdênio, a recomendação é para a aplicação de somente 10 gramas de Mo por hectare, via foliar.

A 29ª Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil (RPSRCB) é uma promoção da Embrapa Soja e Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal com apoio da Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Gado de Corte, Fundação Vegetal; Fundação Chapadão e Fapeagro. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Soja.


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