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Petróleo e derivados têm semana de ajustes no mercado

Os preços do petróleo avançaram pela sexta semana consecutiva


Os preços do petróleo avançaram pela sexta semana consecutiva Os preços do petróleo avançaram pela sexta semana consecutiva - Foto: Pixabay

O mercado internacional de energia apresentou movimentações distintas na última semana, com ajustes nos preços do petróleo e mudanças relevantes nos derivados, influenciados por fatores geopolíticos, climáticos e operacionais. Segundo análise da StoneX, o petróleo recuou diante da redução dos prêmios de risco associados à oferta no Oriente Médio e no Leste Europeu, apesar de o contrato do Brent com vencimento em abril de 2026 ter acumulado alta de 7,3% no período, encerrando cotado a USD 70,7 por barril.

Os preços do petróleo avançaram pela sexta semana consecutiva, sustentados principalmente pela intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, pelas restrições na extração no Cazaquistão e pelos impactos da passagem de um vórtex polar sobre a produção norte-americana. Ainda assim, a percepção de menor risco imediato sobre a oferta contribuiu para um movimento de acomodação das cotações no fim do período analisado.

No mercado de diesel, a semana foi marcada pela reabertura da janela de importação no Brasil. O contrato mais ativo do NY Harbor ULSD registrou valorização de 12,6%, encerrando a sexta-feira a USD 2,7356 por galão. O diferencial entre o ULSD e o Brent também avançou de forma expressiva, com alta de 22,5%, alcançando USD 44,2 por barril. Esse movimento refletiu as preocupações dos investidores com um balanço mais apertado do combustível nos Estados Unidos, após o frio intenso provocar interrupções temporárias em refinarias e elevar a demanda por diesel para calefação.

Já no segmento de gasolina, o crack-spread atingiu o menor nível em 11 meses. O diferencial entre RBOB e Brent recuou 15%, ficando em torno de USD 10,1 por barril. Embora as ondas de frio tenham afetado parte da produção, elas também reduziram o fluxo de veículos leves, pressionando a demanda e limitando a valorização dos contratos de gasolina em relação ao petróleo.
 

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