Pintos de corte registram nova redução em relação a 2015

Agronegócio

Pintos de corte registram nova redução em relação a 2015

Levantamento mensal da APINCO
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O levantamento mensal da APINCO revela que em agosto passado, pelo terceiro mês consecutivo, a produção brasileira de pintos de corte ficou aquém do produzido no mesmo mês de 2015. No entanto, pela média diária, enquanto em julho foi registrado recuo próximo de 10% sobre o mês anterior, em agosto ocorreu aumento de 6,22%. 

Justificando essa ocorrência – já que o incremento registrado soa inusitado frente ao momento econômico vivido pelo setor – a APINCO lembra que embora os dois meses sejam de 31 dias, julho teve cinco sábados e cinco domingos, dias em que incubações e nascimentos são sensivelmente menores. Ou, dito de outra forma, agosto teve 23 dias úteis (sob esse aspecto, aliás, é o mês mais longo do ano), contra apenas 21 dias úteis de julho. Daí a diferença.

Independente, porém, desse aumento, o fato é que, tanto no ano (oito meses) como em 12 meses, os volumes acumulados apresentam índices de incremento cada vez menores. Assim, enquanto o primeiro quadrimestre foi encerrado com aumento de quase 5% sobre os mesmos quatro meses de 2015, o segundo quadrimestre registra redução de 2,6% sobre idêntico período anterior. O que faz com que o total produzido no ano apresente agora incremento de apenas 1,33%, enquanto o acumulado em 12 meses apresenta variação de 2,16% (no fechamento do 1º semestre, 4%).

Notar, além disso, que esses índices se aplicam aos volumes nominais mensais. Ou seja: como 2016 é ano bissexto, os índices de expansão real são ainda menores: de 1,88% em 12 meses e de 0,92% em oito meses. 

Mantida, no quadrimestre final do ano, a média dos oito primeiros meses de 2016 (544,5 milhões de cabeças), a produção de pintos de corte do corrente exercício irá superar ligeiramente os 6,5 bilhões de cabeças, aumentando menos de meio por cento em relação a 2015. 

Considerando, porém, os resultados dos últimos três meses, o mais provável a esta altura é um volume menor que o do ano passado. A última ocorrência do gênero no setor foi registrada em 2012. 

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