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Planta exótica em Carazinho (RS) pode hospedar fungo da ferrugem asiática


Uma área com cerca de dois hectares coberta com a planta exótica Kutz, está preocupando agrônomos e técnicos ligados ao meio-ambiente de Carazinho, no Rio Grande do Sul. Além de ser considerada uma hospedeira intermediária do fungo da ferrugem asiática, no período em que não há soja em desenvolvimento causa sérios danos ambientais em matas nativas. A planta vem se alastrando nas margens do quilômetro 179 da BR 386.

Para o agente florestal da Secretarial Estadual de Meio Ambiente em Carazinho, o agrônomo Jorge Baltar, a proliferação da planta deve ser combatida antes que fuja do controle e avance em áreas agrícolas e matas de preservação ciliares próximas do local onde foi identificada. O agrônomo do setor de Fitopatologia da Embrapa Trigo de Passo Fundo, Ariano Prestes, também defende a extinção da planta. "Ela é uma hospedeira do fungo da ferrugem asiática que se expande rapidamente", alerta Prestes. Conforme Baltar, a orientação é que o controle da planta no campo se faça com uso de herbicidas e nas proximidades das sangas e matas manualmente. "Após a aplicação do químico o ideal é fazer uma queimada controlada das plantas", disse.

De acordo com o biólogo da prefeitura, Claudir Cardozo, como na região já foram registrados casos de ferrugem asiática, existe o risco de ocorrer este ano um avanço da doença nas lavouras de soja próximas do local.

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