Plantio de café no Vietnã recuará 15%


Agronegócio

Plantio de café no Vietnã recuará 15%

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O Vietnã pretende diminuir em 15% a área utilizada em sua mais importante província para o cultivo de café pois o país asiático tenta reduzir a produção, segundo informou o diretor da associação do setor cafeeiro vietnamita.

Um aumento repentino da produção no final da década de 90 fez com que o Vietnã se tornasse o segundo maior exportador de café do mundo no exercício encerrado em setembro de 2001, e contribuísse para um excesso de oferta que fez os preços atingirem sua maior baixa em 30 anos. Com uma safra estimada em cerca de 540 mil toneladas no ano-safra que se iniciou a 1º de outubro, o país será o terceiro maior produtor, depois de Brasil e Colômbia, países sul-americanos.

A província de Dac Lac, na região montanhosa central, produz 60% do café vietnamita, disse Doan Trieu Nhan, presidente da Associação Vietnamita de Café e Cacau. Dac Lac tem 264 mil hectares cultivados com café, disse, em coletiva, antes da conferência de dois dias na capital Hanói.

"Dac Lac planeja no futuro próximo tirar 40 mil hectares do cultivo de café", disse Nhan. Esta terra "passará a produzir outras culturas mais eficientes do ponto de vista da economia, como borracha, castanha de caju, árvores frutíferas e coco".

Novas culturas

As outras importantes províncias vietnamitas para o cultivo de café pretendem adotar cortes semelhantes, disse Nhan. No entanto, o país asiático ainda não dispõe dos recursos para ajudar os produtores a investir em novas culturas, e para cumprir a resolução da Organização Internacional do Café (OIC), estabelecida ainda no ano passado, que exige padrões mínimos para o café exportado.

A baixa qualidade das exportações vietnamitas, cerca de 98% das quais são de robusta, também é apontada como uma das causas da queda dos preços internacionais

"Uma missão técnica da OIC já chegou ao Vietnã para analisar suas necessidades específicas", disse Annemieke Wijn, diretor sênior de programas de sustentabilidade de commodities da Kraft Foods Deutschland, da Alemanha. As companhias alemãs compram cerca de 15% do café vietnamita.

Segundo Wijn, "há uma disposição a ajudar. Quando ficar claro quais são as necessidades específicas, acho que será possível descobrir que há muitas instituições internacionais dispostas a ajudar o Vietnã a encontrar uma forma de financiar estas coisas", disse.


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