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Plantio direto completa 30 anos no MS com comemorações

A comemoração ocorreu na sexta-feira passada e reuniu produtores rurais, técnicos e pesquisadores na Fazenda Aquarius, apontada como o berço da técnica no Estado


Os 30 anos de implantação do sistema de plantio direto (SPD) em Mato Grosso do Sul foram comemorados em Dourados na sexta-feira passada, em um encontro, que reuniu produtores rurais, técnicos e pesquisadores na Fazenda Aquarius, no distrito do Panambi, apontada como o berço da técnica no Estado.

Neste município foi o agricultor norte-americano naturalizado brasileiro Thomas Jeriel Owens e seu gerente Lúcio Damália que decidiram apostar, em 1977 na nova técnica de cultivo de lavouras comerciais, trazendo aumentos de produtividade dos grãos, preservação do meio ambiente e melhorias na capacidade produtiva do solo.

Seu principal fundamento é o não revolvimento do solo, aliado à cobertura permanente e à rotação de culturas, explicou Lúcio Damália, presidente do Grupo Plantio na Palha (GPP), que agora aplica a sua experiência em sua fazenda no vizinho município de Douradina. Owens é produtor rural no Paraguai.

"Há 30 anos o Thomaz incentivou o plantio direto e eu executei o sistema que deu certo. Hoje essa técnica é utilizada em 90% das áreas de plantio do Estado", explicou Damália ao Correio Rural. O SPD, lembrou o produtor, exige um trabalho mais apurado, como rotação de culturas.

No evento na Fazenda Aquarius houve palestras, homenagens e confraternização, com a presença dos pioneiros e defensores do plantio direto, o agrônomo John Landers, fundador da Associação do Plantio Direito no Cerrado (APDC) e o produtor Herbert Bartz, responsável pela defesa desse sistema produtivo no Brasil.

Três décadas

No Brasil, o SPD surgiu na década de 70, em trabalhos de pesquisa conduzidos na região sul do País. Ainda na mesma década, foi introduzido no Centro-Oeste, através de Landers, onde seus benefícios foram capazes de mudar o cenário do cerrado, segundo registrou a Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados.

Damália lembra-se que quando resolveu mudar do sistema convencional para o plantio direto foi considerado "louco" por alguns, mas o tempo encarregou-se de provar que sua tentativa de controlar a erosão nos solos, através do SPD, foi uma solução eficiente.

"O primeiro plantio, em 1977, foi em dez hectares como teste. Os anos seguintes serviram como experiência e estabilização, e em 1982, o plantio direto já estava em toda a área e os resultados foram animadores, pois havíamos controlado a erosão", recordou-se o pioneiro.

Apesar de sua evolução, instituições de pesquisa, como a Embrapa, foram importantes colaboradoras neste processo. Para Lúcio, "ainda há desafios como a influência marcante, e cada vez maior, das condições climáticas e o tempo de permanência da palha no solo".

Agora entre as principais razões para se adotar o SPD estão os menores custos de produção e desgaste de máquinas e equipamentos; maior agilidade e utilização do tempo e produtividade das culturas e melhor equilíbrio biodinâmico do solo.

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