Plantio em MT depende de chuva e de crédito
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Agronegócio

Plantio em MT depende de chuva e de crédito

O momento é de cautela e de planejamento detalhado para a próxima safra para evitar perdas

Alta nos preços dos fertilizantes, insuficiência de recursos para custeio restrições de crédito às regiões localizadas na área considerada Bioma Amazônia e estiagem. Com tantos problemas, os produtores mato-grossenses vivem momentos de angustia e incertezas. O momento é de cautela e de planejamento detalhado para a próxima safra para evitar perdas, já que, no mercado internacional, os preços da soja por exemplo, continuam em queda.

Mato Grosso é o estado mais afetado pela redução da oferta de crédito para a safra 2008/2009 de soja, algodão e milho. A previsão é que os bancos e tradings recuem as participações de 11% na safra 2007/2008 para 8% este ano e de 53% para 34%, respectivamente. Em contrapartida, a necessidade de recursos saiu de R$ 5,9 bilhões para R$ 8,3 bilhões, entre os períodos comparativos. Esta diferença, cairá direto nas costas do produtor.

Os grandes vilões do aumento no custo da produção são o adubo, a semente e os dessecantes. O adubo chegou a subir 100% em um ano. Segundo o levantamento da Conab, para a próxima safra, que ocorre geralmente em outubro, o agricultor terá que desembolsar R$ 1.771,68 por hectare, enquanto que para esta safra foram R$ 1.511,56.

Para cobrir parte do recuo das tradings, o produtor mato-grossense precisará elevar de 14% para 29% a parcela de recurso próprio para o plantio, um acréscimo de R$ 1,6 bilhão, equivalente a R$ 276 por hectare. O problema é que o produtor de Mato Grosso não tem dinheiro suficiente para arcar com esse aporte maior e ainda pagar as dívidas. Portanto, a questão é: pagar ou plantar.

Porém, o que torna o quadro ainda mais preocupante são os custos que ainda estão por vir, como o diesel e a mão de obra por exemplo, para os quais o produtor terá ainda mais dificuldades.

Por outro lado a própria natureza se encarregou de agravar o problema do plantio. As chuvas não só foram escassas como muito pontuais, atrasando o plantio de boa parte da região do médio norte do Estado. Até agora o Estado tinha 30% plantado sendo que a média dos anos anteriores era de cerca de 40%.

Em Nova Mutum, depois de um período suspenso, o plantio foi retomado a partir do dia 20 de outubro, quando choveu na região. Um alívio para os sojicultores, que estavam apreensivos com o prolongamento da estiagem e que agora correm para recuperar o tempo perdido.

Em Lucas do Rio Verde, a chuva que caiu na cidade nos últimos dias não foram uniformes, mas em algumas regiões o plantio também foi retomado.

“O plantio da safra 2008/09 em Mato Grosso está, mais do que nunca, dependendo de chuvas e de crédito. Pelo menos para a primeira deficiência há perspectivas de melhora nos próximos dias. Já para a falta de crédito a solução é bem mais complicada pois passa pela boa vontade do governo federal em adotar medidas para sanar o problema que se agrava devido a crise econômica mundial”, disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) Rui Prado.


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