Pnae muda a vida de agricultores e de alunos em Goiatuba
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Agricultura familiar

Pnae muda a vida de agricultores e de alunos em Goiatuba

Duas cooperativas foram selecionadas para fornecer os alimentos para os 3.650 alunos da rede municipal de Goiatuba.
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A Prefeitura de Goiatuba, em Goiás, investiu R$ 314 mil em alimentos da agricultura familiar, como frutas, verduras, doces, queijo, tempero, ovos, farinha de mandioca, panificados. Os produtos farão parte da chamada pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que abastecerá 12 escolas e quatro creches do município, distante 175 quilômetros da capital do estado, Goiânia.

O edital foi lançado em julho deste ano e foi mapeado pelo Sistema Oportunidades da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) (link 2). Duas cooperativas foram selecionadas para fornecer os alimentos para os 3.650 alunos da rede municipal de Goiatuba. Uma delas é a Coop-Safra, que reúne quase 100 produtores familiares e assentados da reforma agrária. Leia mais aqui.

Vice-presidente da Coop-Safra, Divino Aguimar, conta que as compras públicas ajudaram a cooperativa se estruturar. Foi por meio delas que conseguiram, por exemplo, adquirir equipamentos para beneficiar o leite e construir agroindústria para panificação. O resultado foi o aumento de 35% da produção. “Os programas são de grande importância, pois geram renda e os pagamentos são feitos com data marcada e de uma só vez”, comemora.

A cooperativa comercializa ainda para outros seis municípios da região. O foco são os lácteos e panificados, além de hortaliças e legumes. Para Aguimar, uma outra vantagem de fornecer para o Pnae é conseguir saber a quantidade certa que precisa ser produzida, já que a chamada pública tem a previsão de alimentos a serem adquiridos ao longo do tempo.

Uma das 12 escolas de Goiatuba atendidas é a Escola Municipal Professora Nara de Oliveira Borges, que possui 263 alunos, entre 4 e 12 anos. Adelina Alves, coordenadora municipal da Alimentação Escolar, ressalta que a compra é programada, farta e, além disso, os agricultores familiares se preocupam com a qualidade e o prazo de entrega dos produtos. “Os alunos adoram”, afirma Adelina.

A satisfação das crianças e jovens pode ser vista também na alegria com que Divino Aguimar fala da produção de alimentos para as escolas. Ele explica como sua vida melhorou, em comparação à época em que era assentado, em 2004. “Foi uma mudança grande. Eu era empregado, não tinha lugar para morar, e, hoje, tenho casa e um carrinho”.


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