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Polícia do PR começa ouvir responsáveis pela paralisação do Porto de Paranaguá


O delegado da Polícia Civil de Paranaguá, Sebastião Gaspar, aguarda para hoje (23-03) a coleta dos primeiros depoimentos dos representantes da entidades acusadas de promover o locaute no Porto de Paranaguá. Segundo Gaspar, a intimação foi feita já no último sábado, mas os intimados não compareceram ontem (22-03) porque alegaram falta de advogados.

A abertura de inquérito policial foi solicitada pelo próprio governador Roberto Requião e pelo procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda. O inquérito visa enquadrar os responsáveis pela paralisação do Porto de Paranaguá nos artigos 201 (crime contra a organização do trabalho) e 286 (conduta de incitação à prática de crime) do Código Penal Brasileiro. "Além disso, queremos indiciá-los por formação de quadrilha", afirmou o governador.

O inquérito deve apurar a participação de membros do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) - Mauro Fontana Marder, Luís Sérgio da Silva e Carlos Roberto Frisoli -, e da multinacional Bunge - Jorge Tacla Filho -, além do prefeito de Paranaguá, Mário Roque, do deputado estadual Valdir Leite (PPS) e de outros representantes de entidades privadas que possam estar manipulando a crise no porto.

"Estamos nos confrontando com grupos que queriam e querem mandar no porto ao sabor das suas vontades. Esse pessoal precisa entender que o Paraná tem governo e que as multinacionais não são donas do porto", analisa o superintendente da Appa, Eduardo Requião.

O superintendente lembra também do envolvimento de Luís Sérgio da Silva, também representante da Rodosafra, que é representante da massa falida da Olvepar, e de Carlos Roberto Frisole, no escândalo da compra pelo governo anterior de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.

O governado do Estado também quer entender a participação do prefeito de Paranaguá, Mario Roque, e do deputado estadual Valdir Leite nos acontecimentos. "Eles devem explicar à Justiça o que estão fazendo. Inclusive seria bom que fossem quebrados os seus sigilos bancários".

O inquérito está sendo conduzido em Paranaguá, pelo delegado local, com a colaboração de dois delegados do Cope, designados pelo secretário de Segurança. Um reforço à tropa de choque da Polícia Militar também está em Paranaguá, além de investigadores e escrivães da Polícia Civil.

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