Polo de Venâncio cai para quarta colocação na produção de erva

Erva-mate

Polo de Venâncio cai para quarta colocação na produção de erva

Diversos fatores contribuem na queda para o quarto lugar na produção de erva-mate em Polo de Venâncio Aires
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Culturas concorrentes que permitem a mecanização como por exemplo, os grãos (milho e soja); dificuldades de condução e manejo da lavoura; falta de mão de obra para colher; culturas como o aipim que garante renda anual; e, principalmente, o desestímulo pelo preço baixo recebido pela arroba. São os principais fatores que contribuem para que o produtor arranque os ervais e invista em culturas anuais. Estes fatores fizeram com que nos últimos anos, o Polo de Venâncio Aires caísse para o quarto lugar na produção de erva-mate no estado.

Os dados foram apresentados pelo engenheiro florestal e diretor executivo do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), Roberto Magnos Ferron, durante a palestra realizada no sábado à tarde, 21, no auditório do Parque Municipal do Chimarrão. A palestra integrou a programação do 4º Festival do Churrasco e Chimarrão, realizado entre a sexta-feira, 20, e o domingo, 22.

Durante a palestra, Ferron apresentou o diagnóstico da Cadeia Produtiva da Erva-Mate no Rio Grande do Sul, falou das propriedades nutracêuticas e dos benefícios do chimarrão e dos trabalhos de pesquisa e do surgimento de novos produtos e subprodutos da erva-mate fora da cuia, como refrigerantes, cervejas, chás, tererê, cosméticos, mate gelado, gastronomia e culinária, entre outros.

Ibramate

Para estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva da erva-mate no estado, foi criado no dia 4 de janeiro de 2013, o Ibramate, com sua sede localizada no município de Ilópolis, RS. 'Desde então, estamos trabalhando para desenvolver e engrandecer cada vez mais esta cadeia', referiu Ferron, falando das dificuldade enfrentadas pelo instituto, principalmente financeiras - orçamento anual é de R$ 500 mil, para desenvolver pesquisas e trabalhos para buscar outros usos da erva-mate fora da cuia. Lembrou que a Associação dos Produtores de Erva-Mate do Polo Ervateiro dos Vales (Aspemva), que tem a sede em Vila Palanque, está ligada ao instituto. 'Estamos lutando para poder cada vez mais fortalecer o Ibramate, que veio parara fazer o planejamento e a gestão da cadeia produtiva da erva-mate', frisou.

Benefícios

Outros aspectos aprofundados por Ferron são as propriedades nutracêuticas da erva-mate, que somam 192. 'Ela está acima de tudo pois é um alimento e a planta mais completa que existe. É uma planta santa e milagrosa', salientou. Ferron acrescentou que a cultura ganhou atenção fora da América do Sul, em países como os Estados Unidos, da Europa e da Ásia, em função dos resultados das pesquisas. Dada a sua importância, ela virou a árvore símbolo do Rio Grande do Sul. 'Muito mais que um alimento, é um santo remédio.'

Outros dados

Ferron ainda apresentou dados relativos ao contexto mercadológico atual da cultura, como os principais polos produtores do estado e do país; a área total de produção destinada à colheita; rentabilidade gerada pela produção da folha verde; comércio exterior: exportação e importação de erva-mate cancheada, onde Venâncio Aires responde por 1,7% do total exportado e com uma receita anual de U$ 1.116.791; destino da erva-mate produzida no Brasil para o mercado externo; tendências do mercado: fomento à cadeia produtiva; as principais atividades em desenvolvimento em prol do setor produtivo; e, o mercado ervateiro como um todo.

'A melhor rede social ainda é uma roda de mate com os amigos.' Roberto Magnos Ferron, diretor executivo do Ibramate.

4 mil era o número de hectares de erva-mate produzidos pelo municípios há mais de 25 anos.

1.450 é o número atual de hectares da cultura no município, segundo dados do escritório municipal da Emater/RS-Ascar.

R$ 8 a R$ 10 é o valor que os produtores recebem pela arroba de erva-mate.

9 é o número de municípios que integram o Polo Ervateiro dos Vales, que tem a sede em Venâncio.

Números da cultura

Ferron apresentou dados que hoje, a cultura gera 300 mil empregos diretos e indiretos; 14 mil propriedades rurais que cultivam erva-mate; em torno de 286 municípios no Rio Grande do Sul; e, 6 mil hectares onde a cultura está presente.
 

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