Por dentro da safra: hora de aplicar a segunda dose de salitre
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Imagem: Marcel Oliveira

FUMICULTURA

Por dentro da safra: hora de aplicar a segunda dose de salitre

Com tarefas da lavoura de tabaco em dia, é possível se dedicar à produção de hortaliças e começar a preparar a colheita
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Chegamos a setembro, em mais uma semana com frio. Nessa segunda-feira, 31, o vento gelado dificultou as tarefas a céu aberto, o que não é bom nem para as pessoas, nem para as plantas. Por aqui, nos dedicamos a fazer a segunda aplicação de salitre em uma das áreas de tabaco, a parcela menor da lavoura, que não sofreu com o granizo há duas semanas. Essa lavoura está com excelente aspecto, muito bem desenvolvida, o que só reforça que, não tivesse ocorrido o granizo, a safra teria sido cheia.

Nessas plantas havíamos feito a primeira aplicação de salitre, em dose de 15 a 20 gramas, e a segunda dose ficou entre 10 a 15 gramas. Com isso, concluímos essa aplicação de fertilizante. Só faremos uma terceira aplicação se isso se mostrar necessário, por conta de excesso de chuvas, por exemplo, o que implicaria em repor nutrientes. Mas uma terceira dose aumentaria também o custo de produção, e isso sempre precisa ser levado em conta.

A outra lavoura de tabaco, que foi atingida pelo granizo, igualmente receberá essa dose de salitre, mas antes disso será preciso tirar os brotes e deixar as plantas se recuperarem. Elas ganharão sua dose de salitre na hora certa.

Essa época também prevê outras tarefas

Com a aplicação de salitre, as tarefas na lavoura de tabaco estão todas em dia. Dessa forma também podemos colocar outros serviços em dia, o que envolve trabalhos no quintal, com plantio de hortaliças. E esperamos que, em termos de clima, setembro seja melhor do que foi agosto, que trouxe chuva, geada e até granizo.

Também é o momento de deixar a estrutura da produção de mudas de tabaco pronta para ser guardada e conservada para a próxima safra. É o período para esterilizar as bandejas das mudas, desinfetando elas contra possíveis doenças, bem como as lonas plásticas, as que vão por cima e as que vão sob as bandejas, para que não estraguem ao sol. Tudo isso é importante, para evitar custo.

Momento de deixar as estufas preparadas

Assim como há as tarefas nas lavouras, também é preciso planejar o momento de iniciar a colheita. O tempo passa rápido, e quando menos vemos já estaremos colhendo as primeiras áreas de tabaco. Por isso, aqui em casa prevemos adquirir um jogo de canos novos para secagem na nossa estufa convencional, a do formato 5 x 8 metros. A estufa elétrica conta com jogo novo de canos e, assim, agora renovaremos os da antiga, para não correr risco de perder fornada ou toda a estrutura por causa de incêndio. Tais providências nunca devem ser deixadas para a última hora; queremos deixar tudo pronto para a hora em que devemos iniciar a colheita.

O seguro deve ser feito com antecedência

E por falar em ser previdente, o mesmo vale para a inscrição das lavouras no seguro mútuo da Afubra. Em várias regiões, no granizo verificado há duas semanas, produtores se descuidaram. Deixaram para fazer a inscrição da lavoura muito tarde. O caso é que o seguro tem sete dias de carência e começa a contar a partir do oitavo dia da contratação, como sempre constou nas regras do sistema. Com isso, houve famílias que não puderam receber o valor da indenização porque haviam contratado o seguro na véspera da incidência de granizo. Ser previdente é também tomar as medidas na hora certa.

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