Cotações

Pouca alteração nas cotações do milho em Chicago

Exportações estadunidenses na semana anterior atingiram apenas 445.000 toneladas
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As cotações do milho em Chicago igualmente pouco se alteraram até o anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, realizado no dia 09/11. Após tal anúncio, as mesmas recuaram, fechando este dia em US$ 3,41/bushel, contra US$ 3,50 uma semana antes.

O relatório apontou o seguinte, para o ano 2017/18:

1)Uma produção em alta nos EUA, chegando a 370,3 milhões de toneladas, contra 362,7 milhões estimados em outubro;
2)Estoques finais nos EUA chegando a 63,2 milhões de toneladas, contra 59,4 milhões em outubro;
3)Preço médio ao produtor estadunidense permanecendo entre US$ 2,80 e US$ 3,60/bushel no transcorrer do ano;
4)Safra mundial de milho estimada agora em 1,04 bilhão de toneladas;
5)Estoques finais mundiais em 203,9 milhões de toneladas, contra 201 milhões em outubro;
6)Produção brasileira e argentina de milho em 95 milhões e 42 milhões respectivamente;
7)Exportações brasileiras de milho estimadas em 34 milhões de toneladas.

Contrariamente à soja, o mercado não esperava grandes mudanças nos números deste relatório, em relação ao de outubro. Mesmo assim foi surpreendido pelos números que ali foram indicados, resultando em baixa nas cotações do cereal logo após o anúncio do mesmo.
 
Por outro lado, as exportações estadunidenses na semana anterior atingiram apenas 445.000 toneladas, demonstrando uma fraqueza surpreendente em plena colheita. Mesmo com o milho dos EUA, no Golfo do México, estando US$ 10,00/tonelada mais barato do que o produto brasileiro.

Há certa preocupação com o intenso frio que atinge parte do Centro-Norte dos EUA neste outubro local, podendo levar os produtores a deixarem a colheita de parte do produto para a próxima primavera. Todavia, essa especulação ainda não provocou alterações nas cotações em Chicago. Mesmo porque provavelmente nem se confirme!

Na Argentina e no Paraguai a tonelada FOB fechou a semana na média de US$ 147,00 e US$ 117,50 respectivamente.

Já no Brasil, os preços do milho se mantiveram firmes, com o balcão gaúcho subindo para R$ 25,91/saco na média semanal. Nos lotes, o valor ficou em R$ 31,50 a R$ 32,00/saco. Nas demais praças nacionais os lotes de milho oscilaram entre R$ 16,70/saco em Sorriso (MT), até R$ 34,50 em Itahandu (MG), passando por R$ 31,00/saco em Videira e Campos Novos (SC).

A pergunta que o mercado nacional se faz é se haveria espaço para um recuo de preços entre dezembro e janeiro próximos. Tudo irá depender do comportamento da exportação, o qual continua interessante; do volume da nova safra de verão, que registra forte recuo de área e importante atraso no plantio em algumas regiões (veja a seguir); e como os produtores que ainda possuem milho safrinha irão se comportar em termos de venda até janeiro (cf. Safras & Mercado).

O fato é que no curto prazo há muitos consumidores, especialmente em São Paulo, necessitando de milho e não encontram grande disponibilidade do produto. E as ofertas de milho tributado também estão escassas, batendo em R$ 35,00/saco CIF com ICMS. Na região de Campinas não se encontra milho abaixo de R$ 34,00 a R$ 34,50/saco no CIF disponível. Enfim, os preços em São Paulo somente baixariam se o produto oriundo do Centro-Oeste baixar de preço (cf. Safras & Mercado).

Quanto ao clima, o mesmo melhorou razoavelmente nas principais regiões produtoras nestes últimos dias, aumentando as expectativas positivas quanto a futura safra.

Dito isso, o plantio da nova safra de verão de milho, no Centro-Sul brasileiro, atingia a 65% da área em 03/11, contra 75% em igual momento do ano anterior. No Rio Grande do Sul o mesmo estava em 97%, Santa Catarina 93% e no Paraná 90%. Em São Paulo o mesmo chegava a 58%, Mato Grosso do Sul 52%, Goiás/DF 21%, Mato Grosso do Sul 24%, e Mato Grosso 35% (cf. Safras & Mercado). Nestes Estados do Sudeste e Centro-Oeste o atraso no plantio, em relação ao ano passado, varia de 5,4% no Mato Grosso do Sul a 56% em Minas Gerais. Isto se deve à falta de chuvas consistentes nos últimos meses nestas regiões.

Já as exportações de milho por parte do Brasil, em outubro ficaram em 5,03 milhões de toneladas, contra 5,9 milhões em setembro e 1,1 milhão apenas em outubro de 2016. Para novembro, por enquanto há 4 milhões de toneladas indicadas para venda externa.
 

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