Chicago

Poucas alterações nas cotações do milho

Na Argentina e no Paraguai a tonelada de milho FOB fechou a semana na média de US$ 148,00 e US$ 112,50
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As cotações do milho em Chicago pouco se alteraram nesta semana pós-relatório do USDA, porém, o viés de baixa se manteve. O fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 3,36/bushel, contra US$ 3,41 uma semana antes.

Por enquanto, a grande oferta nos EUA, oriunda da atual safra e dos estoques existentes, não tem causado preocupações ao mercado no curto prazo. Neste sentido, ajudou a tal comportamento a excelente exportação registrada na semana anterior, com 2,36 milhões de toneladas, a qual foi a melhor do ano. Isso leva alguns analistas a considerar que, talvez, o mercado esteja se deslocando das compras brasileiras para comprar dos EUA, fato que é ruim para o Brasil.

A partir de agora o mercado fica muito atento ao clima na América do Sul e ao desenvolvimento do plantio da nova safra de milho na região. Na Argentina está havendo falta de chuvas, o que atrasa tal plantio, enquanto no Brasil a situação se regularizou. Mas o mercado fala de La Niña para este ano, embora a meteorologia indique um fenômeno fraco, atingindo sobretudo novembro e dezembro. Para o milho brasileiro, um período crítico.

Quanto a colheita estadunidense, a mesma atingia a 83% no dia 12/11, contra a média histórica de 91% para esta época do ano.

Neste contexto, muitos consideram que há pouco espaço para baixas mais fortes em Chicago, sendo necessário que a safra sul-americana se concretize para que o mercado tome uma postura mais definitiva. Em a safra sendo normal, Chicago poderá sim bater em níveis de US$ 3,00/bushel e mesmo abaixo disso. 

Na Argentina e no Paraguai a tonelada de milho FOB fechou a semana na média de US$ 148,00 e US$ 112,50 respectivamente.

No Brasil, os preços médios voltaram a subir em algumas praças, porém, já acusando certa perda de fôlego. O balcão gaúcho fechou a semana em R$ 26,18/saco, enquanto os lotes ficaram entre R$ 30,50 e R$ 31,00/saco. Nas demais praças, os lotes giraram entre R$ 16,80/saco em Campo Novo do Parecis (MT) e R$ 34,50/saco em Itahandu (MG), passando por R$ 31,00/saco em Videira (SC).

A estratégia dos produtores de milho safrinha paulistas parece ter chegado ao fim e existe uma pressão de venda do produto a partir de agora. Assim, as ofertas aumentaram em São Paulo, permitindo a muitos consumidores compras que os abastecem até o final de novembro. Não será surpresa, portanto, se nas próximas semanas os preços baixarem para R$ 31,00 a R$ 32,00/saco no CIF disponível em Campinas. Na região da Sorocabana paulista ainda havia oferta ao redor de R$ 28,50/saco, porém, o viés já era de baixa. No porto, mesmo com o câmbio ao redor de R$ 3,30 os preços foram mantidos em R$ 29,50/saco. Neste contexto, poderá haver novas baixas de preços até meados de dezembro. É bom lembrar que os produtores, que estavam segurando o milho safrinha, começam a vender visando abrir espaços nos armazéns para a nova safra de verão (cf. Safras & Mercado).

Quanto às exportações, os embarques em novembro (primeiros sete dias úteis) chegaram a 1,56 milhão de toneladas, com programação de 4,4 milhões para o conjunto do mês. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 153,50, equivalente a R$ 30,30/saco ao câmbio médio desta semana. Pelo sim ou pelo não, o volume final de novembro está indicando ser bem menor do que o registrado em outubro e setembro passados. Esta realidade deverá fazer grande diferença nos preços futuros do milho brasileiro, especialmente se a safra de verão vier normal, mesmo diante da forte redução da área semeada no Centro-Sul do país.

Enfim, quanto ao plantio da atual safra de verão, até o dia 10/11 o mesmo atingia a 77% da área esperada no Centro-Sul brasileiro, contra 86% no mesmo período do ano passado. Os maiores atrasos continuam sendo em Goiás/DF, Minas Gerais e Mato Grosso.

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