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PR apresenta situação normal nos pastos apesar da aftosa

Enquanto o boicote à carne paranaense ainda continua no mercado externo, no front interno a situação parece voltar ao normal


Enquanto o boicote à carne paranaense por causa dos focos de febre aftosa ainda continua no mercado externo, no front interno a situação parece voltar ao normal. É o que indicam os resultados da 47 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, encerrada no final da semana passada que comercializou um total de R$ 166.143.254,00, um incremento de 19,93% sobre o ano anterior. O resultado foi divulgado pela diretoria da Sociedade Rural do Paraná (SRP), promotora da feira. considerada uma das mais importantes do país pelo setor.

Foi a partir da edição de uma feira, a Eurozebu, também em Londrina, em 2005, que o Paraná começou a perder seu status de livre de aftosa com vacinação. Animais trazidos do Mato Grosso do Sul ajudaram a disseminar a suspeita de infestação de febre aftosa no estado. Como os animais eram de regiões onde foi comprovado o foco, o Ministério da Agricultura (Mapa) declarou a existência de aftosa também no estado no fim de 2005 em pelo menos seis localidades.

Até hoje essa orientação é contestada pelos paranaenses, já que não houve isolamento do vírus. Como o Mapa enviou a notificação da doença à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), seguiu-se o boicote e o estado já deixou de exportar perto de US$ 460 milhões.

A SRP comemorou o crescimentos em vários setores - de 113,55% de acréscimo no número de animais comercializados, que chegaram a 5.373 ao aumento de 80% na participação de expositores do setor de máquinas e implementos agrícolas e de 81,8% na quantidade de eventos técnicos. Também foi maior o número de visitantes: 980 mil pessoas, 21% mais.

Para Alexandre Lopes Kireeff, presidente da SRP, uma nova política de ingressos, com valores diferenciados para o acesso aos shows, garantiu o sucesso da visitação. Kireeff acha, porém que o principal atrativo foi a exposição. Isso pode mudar os investimentos para o próximo ano, acredita José Antônio Fontes, coordenador do evento. Segundo ele, 100% dos expositores do setor animal e 96,5% do setor comercial pretendem retornar no próximo ano.

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