Pré-emergente pode elevar produtividade do arroz
A estratégia busca reduzir a presença de plantas daninhas
A estratégia busca reduzir a presença de plantas daninhas - Foto: USDA
O manejo antecipado de plantas daninhas pode ter papel decisivo no desenvolvimento do arroz irrigado, principalmente em áreas com elevada incidência de capim-arroz e maior pressão por competição. Segundo Lucas Copetti, consultor agropecuário, o uso de Herbicida pré-emergente é fundamental para facilitar o manejo no estágio V3-V4, período que coincide com o início da irrigação e pode influenciar diretamente a produtividade da lavoura.
A estratégia busca reduzir a presença de plantas daninhas desde os primeiros estágios da cultura, evitando que elas disputem com o arroz recursos importantes como luz, água e nutrientes. Com menor interferência no começo do ciclo, o produtor também encontra melhores condições para conduzir os controles posteriores e preservar o potencial produtivo da área.
Dados apresentados por Copetti mostram a diferença observada em situações de alta incidência de capim-arroz. No comparativo, áreas conduzidas com pré-emergente, aplicado em pré ou pós-semeadura, alcançaram produtividade de 8,2 toneladas por hectare. Já nas áreas sem o uso do pré-emergente, onde ocorreu maior interferência de plantas daninhas, a produtividade ficou em 4,1 toneladas por hectare.
A diferença representa até 100% de produtividade entre os cenários apresentados. Além do rendimento, o manejo precoce está relacionado a uma lavoura mais limpa, com menor competição por recursos, e a uma resposta mais consistente em diferentes ambientes.
A adoção do pré-emergente também é apresentada como ferramenta para proteger o potencial da lavoura e ampliar a rentabilidade do cultivo. O resultado reforça a importância de iniciar o controle cedo, especialmente em áreas onde o capim-arroz apresenta elevada pressão sobre a cultura.