Precisão também no campo
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Agronegócio

Precisão também no campo

Não se pode falar em produtividade no campo sem mencionar a agricultura de precisão
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Uma prática agrícola que se desenvolve por meio da utilização de tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e clima. Estamos falando da Agricultura de Precisão (AP), que a partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implantasse o processo de automação agrícola, dosando adubos e defensivos e com isso há uma interferência controlada para estabelecer condições ideais às espécies cultivadas na agricultura. Este sistema tem por objetivo a redução dos custos de produção, diminuição da contaminação da natureza pelos defensivos utilizados e o aumento da produtividade.

De acordo com o engenheiro agrônomo Leonardo Gomes Cândido, diretor da Unigeo, empresa especializada em Agricultura de Precisão com unidades instaladas nos municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso (MT), hoje não se pode falar em produtividade na agropecuária sem fazer menção a Agricultura de Precisão. Tanto, que eles atendem diversas propriedades em Mato Grosso nas regiões Norte, Médio Norte e Leste, com a expectativa de um crescimento de cerca de 70% em 2013. “O produtor está entendendo que pode aumentar sua produtividade e renda sem expandir a área, basta se planejar”.

Segundo Leonardo, o trabalho da empresa começa com a medição da propriedade por GPS. Depois é feito o mapa de uso da terra, que diz quais são as áreas agricultáveis, onde está a mata nativa, quantos hectares tem cada talhão, qual a variedade da cultura plantada em cada um. A partir destes dados, com mais informações de altimetria do terreno, os técnicos dividem a fazenda para coleta de terra e análise do solo. Em seguida vem o mapa da produtividade obtido ao confrontar as informações de crescimento vegetativo dos satélites com os dados das colheitadeiras. 

A partir do histórico do local é feito o planejamento de como as culturas serão conduzidas naquela propriedade. Isso porque para um produtor não é suficiente saber que sua lavoura não produziu o esperado. A diferença está em saber em qual parte de sua propriedade o problema é mais crítico e neste local efetuar uma correção adequada, sem comprometimento do restante da área, do seu orçamento e do meio ambiente. Um produtor de sucesso sabe que isso faz a diferença: reduzir custos, aumentar produtividade e preservar o meio ambiente.

Em Rondonópolis (212 Km ao Sul de Cuiabá), o empresário César Roberto, proprietário da Rizan GPS, que atende diversas propriedades da região Sul, diz que hoje não se pode mais vislumbrar a agricultura sem essa ferramenta. “Até pouco tempo atrás o GPS era um opcional nas máquinas agrícolas, hoje todas já vêm com este equipamento de fábrica, o que significa que se trata de uma realidade”. O empresário disse ainda que a expansão do equipamento foi muito rápida, isso porque em 2002 era utilizada apenas para o alinhamento de solo, na distribuição de calcários. Depois passou a ser trabalhado no monitoramento da colheita, fazendo mapa da produtividade. Sendo que hoje está presente em praticamente em todas as fases do plantio até a colheita, sendo utilizada também na pecuária. 

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