Preço do trigo sobe 32% com entressafra argentina
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Agronegócio

Preço do trigo sobe 32% com entressafra argentina

O preço do grão ontem era 32,5% maior que no mesmo período do ano passado
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Com o fim da colheita da safra do trigo e a comercialização adiantada da Argentina, os preços do cereal voltam a pressionar. No país vizinho, no fim de fevereiro o trigo custava US$ 188 a tonelada e subiu 3,19% na primeira semana deste mês, para US$ 194. A cifra já é a maior desde 2002, segundo a Safras&Mercado. No Brasil, o preço do grão nessa quarta-feira (07-03) era 32,5% maior que no mesmo período do ano passado, saindo de R$ 400 a tonelada para os atuais R$ 530.

O analista da consultoria, Elcio Bento, acredita que a tendência é de alta para os preços do cereal, devido a menor oferta mundial. As cotações na Argentina, segundo ele, devem ultrapassar a casa dos US$ 200 assim que os moinhos brasileiros retomarem as compras, fator que deve ocorrer a partir deste mês. Com a perspectiva de alta dos preços internacionais, as indústrias brasileiras anteciparam as compras no fim de 2006.

A safra de trigo da China neste ano - a maior do mundo - terá queda de 4,2% para 99,5 milhões de toneladas mediante à seca ocorrida durante a época de plantio, segundo o Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China. Diante disso, o país asiático deverá aumentar as importações do grão, garantindo a sustentação dos preços mundiais do trigo.

De acordo com a consultoria, a próxima safra de trigo do Brasil poderá ser beneficiada pelo clima e deverá atingir 4,235 milhões de toneladas, quase o dobro da anterior, de 2,5 milhões de toneladas. A produtividade média será de 2,153 mil quilos por hectare, uma melhora de 56% em relação à passada. Mas isso não significa que o aumento da safra reduzirá o preço internamente, devido à escassez internacional que deve se manter.

A indústria brasileira e a argentina se reuniram esta semana para propor condições de igualdade de competitividade. Discutiram implantar limites para a farinha argentina. Com isso, as compras brasileiras de farinha de trigo da Argentina poderiam ficar abaixo de 300 mil toneladas.


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