Agronegócio

Preços agrícolas sobem mas não animam produtores em GO

Faeg diz que o aumento dos preços não está beneficiando em nada os agricultores
Por: -Sônia Ferreira
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Os preços dos produtos agropecuários registram alta média de 30%, desde outubro do ano passado, numa demonstração de que poderá ocorrer recuperação da defasagem das cotações, que se acumula há três anos. Apesar desse quadro, os produtores goianos não mostram-se entusiasmados com o ano de 2007. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeg), Macel Caixeta, o aumento dos preços não está beneficiando em nada os agricultores, mas sim as grandes indústrias.

Os produtores não têm mais estoques de grãos em seu poder e deverão colher, a partir do fim de fevereiro, uma das menores safras dos últimos anos. A área plantada com grãos em Goiás caiu em quase 10% em relação a safra 2005/06. E mais, não deverá registrar nem a produtividade verificada no ano agrícola anterior, pois os agricultores não investiram em tecnologia porque estão descapitalizados.

A tendência, prevê o presidente da Faeg, é uma menor oferta de arroz, milho, soja, trigo, feijão e de outros alimentos neste ano. Apesar do Brasil já estar importando arroz, milho e trigo para atender a demanda do mercado interno, a previsão é de aumento de preço desses produtos, afetando diretamente o bolso do consumidor.

Desinteresse

Macel Caixeta mostra-se preocupado com a falta de interesse do governo federal para com o setor agropecuário. Segundo ele, no último dia 1º de janeiro, assistiu com interesse os noticiários das TVs e leu todas as notícias publicadas em jornais referentes aos discursos do presidente Lula e dos governadores empossados. “Nenhum fez qualquer menção de apoio ou citou a crise que afeta o setor agropecuário desde 2004”, lamentou.

Desde 2004, o setor agrícola enfrenta uma crise sem precedente na história. Os produtores se endividaram porque adquiriram insumos com preços elevados em 2003 para plantar as lavouras e os preços agrícolas despencaram em 2004. Desde então, o governo deixou de corrigir o câmbio, afetando as exportações, e os problemas climáticos afetaram sobremaneira as lavouras, prejudicando a produtividade.

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