Preços ao produtor caem 0,33% em fevereiro, maior queda em 1 ano
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Agronegócio

Preços ao produtor caem 0,33% em fevereiro, maior queda em 1 ano

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RIO DE JANEIRO - Sob influência dos alimentos, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou em fevereiro a maior queda mensal em 12 meses ao recuar 0,33 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na quarta-feira. 

Foi a segunda queda consecutiva, depois de o IPP recuar 0,10 por cento em janeiro -- dado revisado pelo IBGE da queda de 0,4 por cento divulgada anteriormente.

Embora o índice acumule uma queda de 0,43 por cento neste ano, nos últimos 12 meses ele acumulou uma alta de 7,73 por cento.

Segundo o IBGE, 10 das 23 atividades pesquisadas apresentaram deflação dos preços em fevereiro na comparação com o mês anterior, com destaque para o recuo de 2,56 por cento de alimentos, a maior queda desde o início da série em 2010. Fumo registrou recuo de 2,02 por cento.


A queda nos alimentos foi ancorada pela soja, que está em período de safra e com perspectiva de colheita recorde este ano. Esse movimento também influenciou os preços das carnes bovinas, uma vez que a soja é matéria-prima para a ração.

"Há uma sazonalidade e, como a safra é muito grande, a queda foi ainda mais forte nos preços. Isso passa pela cadeia", disse o economista do IBGE Cristiano Santos.

Entre as altas, os preços de perfumaria, sabões e produtos de limpeza tiveram avanço de 3,02 por cento.

As maiores influências sobre o indicador em fevereiro vieram de alimentos (-0,51 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,17 ponto) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,05 ponto).

De acordo com o IBGE , as quedas nos preços de alimentos e produtos de informática, entre eles celulares, computadores e TVs, podem chegar em breve aos índices de varejo. "Há transmissão dentro da cadeia porque muitos desse produtos vão direto para as prateleiras dos consumidores", disse Santos.


REFINO

A queda dos preços ao produtor só não foi mais intensa por causa da alta nos preços de petróleo e álcool, que refletiram aumentos na gasolina e no diesel, e o período de entressafra da cana-de-açúcar, segundo o IBGE. A atividade de refino de petróleo e produtos de álcool registrou alta de 1,56 por cento em fevereiro ante janeiro.


"A nafta teve queda no preço internacional e segurou um pouco os outros impactos", destacou Santos.

Na comparação com o mesmo mês de 2012, as maiores variações de preços ocorreram em fumo (23,32 por cento), outros produtos químicos (14,60 por cento), papel e celulose (12,26 por cento) e alimentos (11,90 por cento).

O índice mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.

A inflação, embora comece a dar sinais de desaceleração, continua em patamares considerados elevados, o que leva o mercado a apostar que o Banco Central iniciará novo ciclo de aperto monetário em maio.

Prévia da inflação oficial de março, o IPCA-15 acumulou em 12 meses alta de 6,43 por cento, perto do teto da meta do governo de 6,50 por cento.

Na manhã de quinta-feira, o BC divulga o Relatório Trimestral de Inflação, com projeções sobre inflação e atividade econômica.

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