Preços das commodities agrícolas continuarão atrativos
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Agronegócio

Preços das commodities agrícolas continuarão atrativos

Soja, algodão, milho e arroz estão entre as culturas mais valorizadas
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O economista José Márcio Camargo, ex-consultor do Banco Mundial (Bird) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), afirmou em Cuiabá (MT) que os preços das commodities agrícolas – soja, algodão, milho e arroz, entre outros produtos – vão continuar atrativos para os produtores e, de uma forma geral, para todos aqueles que dependem do agronegócio.

“O mercado sinaliza um quadro de estabilidade e até de melhora para os preços dos produtos agrícolas. Este deverá se um bom ano para a agricultura brasileira”, previu Camargo, que esteve em Cuiabá para participar de um encontro promovido pela Central das Cooperativas de Crédito dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Sicoob Central MT/MS), no Centro de Eventos do Pantanal, com a presença de dirigentes cooperativistas e do presidente do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Antônio de Azevedo Bonfim.

Em sua palestra sobre as “Perspectivas para o mercado financeiro”, o economista afirmou que as commodities devem ter preços “iguais ou melhores” que 2006.

“A agricultura, apesar dos percalços nas duas últimas safras, deverá responder positivamente face ao cenário mundial, que é favorável e sinaliza bons horizontes para o setor nos próximos meses”, enfatizou.

Camargo, que é doutor em Economia pelo Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), dos Estados Unidos, acredita que apenas um produto – o açúcar – não terá um cenário positivo este ano.

“Se falarmos sobre a soja e o algodão, produtos de destaque da pauta de exportações de Mato Grosso, vamos encontrar um ambiente favorável para a comercialização destas commodities em 2007, pois o câmbio tende a se manter estável e os preços devem continuar sua trajetória de recuperação”, sublinhou o especialista, que é consultor da empresa Tendências Consultoria Integrada e trabalha com o ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, e o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola.

Investimentos – José Márcio Camargo afirmou que o Brasil investe pouco e com ineficiência. “Temos que investir acima das taxas dos países emergentes”, disse, citando o México como exemplo de uma economia “bem parecida” com a do Brasil.

“O México investe pouco e gasta pouco. O Brasil faz a mesma coisa. Só que o que gastamos aqui é igual ao que investimos e praticamente o dobro em relação ao que se gasta no México. Se mantivermos esta curva de ascensão estaremos perdidos”, alerta.

Para o economista, o Brasil precisa investir mais e com maior eficiência. “O Brasil tem uma carga tributária igual à dos países industrializados e maior que a dos países emergentes”, comparou. Para se ter uma idéia, disse ele, “a nossa carga tributária é equivalente hoje a 38% do PIB, mas o governo não sabe aplicar este dinheiro”.

Segundo José Márcio Camargo, 90% do que se arrecada hoje com impostos são consumidos com o pagamento do funcionalismo público e Previdência Social. “O país taxa o setor privado de uma forma cruel e gasta tudo com consumo da própria máquina. Aí não sobram recursos para os investimentos”.

Mesmo com esta “desordem em casa”, ele acredita que o Brasil deverá reduzir o risco para investidores externos.

“Acho que o risco Brasil está em queda e poderá cair para 180 ou até mesmo 160 pontos ao longo do ano, o que será um ótimo negócio para o país. A taxa de câmbio deverá fechar em US$ 2,13 e, a inflação, 4%”, previu.


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