Preços de terras sobem em Goiás

Agronegócio

Preços de terras sobem em Goiás

Valor médio do alqueire no Estado está em R$ 19.781,00, com valorização de 6,7% em um ano, aponta levantamento da AgraFNP
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Mesmo com a crise financeira mundial, há uma corrida de pessoas físicas e jurídicas, inclusive de outros países, para a compra de terras em Goiás, seja para o plantio de grãos, criação de gado e até para reflorestamento.

Com isso, os preços médios das terras no Estado subiram em média 6,7% no período de 12 meses, atingindo o índice de 61,6% no espaço de 36 meses. Esses porcentuais são bem superiores aos da média nacional, de 2,6% e de 44,3%, respectivamente, uma alta considerada histórica pela agrônoma Jacqueline Bierhals, coordenadora da pesquisa de preços de terras da consultoria AgraFNP, de São Paulo.

Segundo ela, foi uma surpresa a valorização das terras rurais em Goiás e no Brasil, uma vez que o mercado esperava um recuo no período, considerando a crise e os poucos negócios realizados no ano passado, quando a economia global estava em crescimento.

A pesquisa da AgraFNP, referente ao bimestre maio-junho, aponta o preço médio de R$ 4.087,00 o hectare (ha), ou R$ 19.781,00 o alqueire, em Goiás. Esse valor é pouco inferior ao da média nacional, de R$ 4.446,00 o hectare, cerca de R$ 21.518,00 o alqueire, porém bem maior do que o registrado no levantamento de julho-agosto de 2008: R$ 3.828,00 o hectare (R$ 18.527,00 o alqueire).

Melhoria

O corretor de imóveis rurais José Virgílio Filho, da J.Virgílio Imóveis, observa que o mercado de terras melhorou muito nos últimos 90 dias. "As pessoas estão atentas com a possibilidade de escassez de terras para produção de alimentos. As empresas europeias e norteamericanas estão em busca de grandes extensões de terras para fazer reflorestamentos", afirma.

Apenas este mês, José Virgílio Filho fechou dois negócios, mas já ficou até seis meses sem vender uma fazenda. "Se os documentos da terra estão em dia e o preço está dentro do mercado é fácil fechar o negócio hoje", afirma.

O agropecuarista José Carlos Rodrigues foi um dos que compraram uma fazenda este mês. Ele vendeu uma área rural no Pará e queria investir o dinheiro numa propriedade em Goiás para criação de gado, num município mais próximo de Goiânia, onde vive com a família.

"A tradição da minha família é de fazendeiros. Sei lidar com a terra, administrando-a de forma empresarial, para torná-la rentável", revela José Carlos. Ele conta que foi com a renda da fazenda que conseguiu formar os três filhos (dois odontólogos e um médico). "Imóvel rural é um bom investimento", avalia.


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