Primo Tedesco S/A lança máquina para refinamento de papel exclusiva no Brasil
Equipamento será apresentado ao setor em evento no dia 10 de dezembro
O equipamento, que custou R$ 15 milhões, serve para o refinamento de papel e tem como vantagem ser mais compacto que os demais. O refinador também consome menos energia elétrica, estando de acordo com as diretrizes de sustentabilidade do grupo em atuar sem denegrir o meio ambiente. “A Primo Tedesco dá ênfase às atividades que considera de extrema importância para o desenvolvimento socioeconômico, ao viabilizar investimentos em tecnologia, nos colaboradores e na preservação ambiental”, observa o presidente do Grupo, Júlio Tedesco.

Com três fábricas, duas no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina, a Primo Tedesco S/A gera 706 empregos diretos e 1300 indiretos. O grupo é responsável pela produção de mais de 7 mil toneladas de papel e 10 milhões de embalagens de papelão por mês. A empresa possui um terreno de 12 mil hectares de reflorestamento, sendo 6 mil hectares para reflorestamento de pinus, araucária e eucalipto, além de quatro empreendimentos de geração de energia elétrica. “Atuamos não só no Brasil, mas no Mercosul, Estados Unidos e Europa – mercados que exigem um alto nível de qualidade”, explica o presidente.
70 anos de história - Na metade da década de 1930, o comerciante gaúcho Primo Tedesco viu, em Caçador, um local com características para a montagem de uma empresa de papel. A cidade oferecia mão-de-obra e recursos naturais compatíveis com a atividade. Foi assim, que em 1935, surgiu no “canto” da Fazenda Faxinal do Bom Sucesso, antiga propriedade de Francisco Correa de Mello, o primeiro morador de Caçador, a “Fábrica de Papelão Santo Antônio. Após quatro anos, a indústria recebeu o nome que é conhecido desde hoje: Primo Tedesco S/A.
Em 1950, o empresário já tinha consciência que era necessário renovar os recursos naturais imprescindíveis para a atividade. Para isso, a empresa deu início ao plantio de 600 mil mudas de araucárias e o reflorestamento de 300 mil mudas da espécie álamo, de origem canadense. O pioneirismo resultou na honraria de “Comendador da Ordem da Árvore”.
Outra ação de responsabilidade socioambiental foi o programa de despoluição da Bacia do Rio do Peixe. “A Primo Tedesco modernizou-se criando um setor de recuperação de lixívia (material que sobra no processo de obtenção de celulose)”, lembra Júlio. A medida é reconhecida em 1996, com o Prêmio Fritz Muller oferecido pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma).
Visionário, Primo Tedesco investiu em novas áreas de atuação e, junto com dois sócios de Caçador, criou a Tedesco Turismo Ltda, em Balneário Camboriú. O aterramento da Barra Sul, a concessão de fornecimento de energia à Celesc foram os passos iniciais do projeto ao que hoje é o Parque Unipraias. O falecimento de Primo Tedesco, em 1975, faz com que o filho Normando Tedesco assuma os empreendimentos. Antes de falecer, quatro anos mais tarde após o pai, Normando conhece os bondinhos na Europa e logo associa a idéia às suas terras em Balneário Camboriú.
Os filhos Júlio e Marco Tedesco tomam conta da administração das empresas e levam o sonho do pai adiante. Em 1997, junto com o então prefeito Leonel Pavan, o projeto sai do papel e recebe incentivos para a construção. “O empreendimento já se consolidou no mercado turístico nacional e internacional, marcando ainda mais a história do Sul do País“, afirma Júlio. As informações são de assessoria de imprensa.