Produção de café conilon é um desafio no ES
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Imagem: Sheila Flores

PRODUTIVIDADE

Produção de café conilon é um desafio no ES

Produtividade obtida pelos irmãos Bianchi deve superar 150 sacas por hectare, resultado bem acima da média
Por: -Aline Merladete
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Produzir um café conilon de qualidade e em abundância no Norte do Espírito Santo tem se mostrado um desafio para produtores rurais após a crise hídrica de 2015. Mas quem apostou em sistemas de irrigação modernos, aliados ao manejo correto integrado, já começa a colher os primeiros frutos de uma tecnologia que veio para ficar.

Esse é caso do Sítio Santa Júlia, dos irmãos Zando e Jerri Bianchi, em Governador Lindenberg, município do Norte do Espírito Santo. Eles implantaram a irrigação por gotejamento fornecida pela Hydra Irrigações em 2017 e, logo na primeira safra, em 2018/2019, colheram em torno de 105 sacas por hectare. Além da produtividade, o novo sistema ajudou os produtores a economizarem 40% de água e 20% de adubo.

Já na safra 2019/2020, que é a segunda colheita do café, a expectativa de produção deve superar as 150 sacas por hectare, com economia de 33% de água e 39% de adubo.

“Além da alta produtividade, os frutos estão no auge da maturação, com mais de 90% de frutos cerejas, refletindo em qualidade final da bebida. A Hydra, além do projeto de irrigação, prestou toda a assistência agronômica necessária”, explica Eduardo Santana, engenheiro agrônomo responsável pelo pós-venda e assessoria agronômica da Hydra.

Tecnologia na lavoura

Os produtores Zando e Jerri Bianchi fizeram uso de tensiômetros (que monitoram a umidade do solo) e do extrator de solução do solo (que fazem o controle do nível de fertilizante no solo) para manejar de forma correta a irrigação e a fertirrigação. De acordo com Eduardo, todo o processo é facilitado com o uso do Fertione, que automatiza todo o processo da irrigação e da fertirrigação. Desta forma, os produtores têm mais tempo para monitorar e cuidar da sua lavoura.

“É surpreendente, satisfatório e animador. É muito difícil conseguir essa produtividade utilizando tão poucos recursos. Eles fizeram um uso racional do que eles tinham lá - água, energia, fertilizante e mão de obra - graças ao sistema e ao manejo. Essa produtividade de 150 sacas por hectare é muito acima da média”, comemorou Eduardo Santana.

De acordo com o pesquisador Claudinei Montebeller, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), resultado acima de 100 sacas de café por hectare é considerado alto, uma vez que a média para este tipo de cultura em área irrigada no Norte do Espírito Santo é de 80 sacas de café por hectare.

Importância do projeto

O também pesquisador José Geraldo Ferreira da Silva, do Incaper, destaca a importância da irrigação e do manejo correto do sistema para a obtenção de alta produtividade na lavoura de café.

“É muito importante ter um bom projeto de irrigação, contar com equipamentos de boa qualidade, tecnologia e, principalmente, fazer o manejo correto deste sistema de forma integrada”, disse José Geraldo.

Informações da assessoria.


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