Produção de cana deve cair para 530 milhões de toneladas
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Imagem: Arquivo Agrolink
CANA-DE-AÇÚCAR

Produção de cana deve cair para 530 milhões de toneladas

A produtividade das lavouras de cana foi 17,9% inferior àquela constatada no mesmo mês de 2020 em julho
Por: -Leonardo Gottems

Dados da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) indicam que a produção total de cana-de-açúcar na safra atual deve sofrer uma queda de 15%, saindo dos 605 milhões de toneladas estimados para aproximadamente 530 milhões de toneladas. Para Marcos Fava Neves, professor em tempo parcial das Faculdades de Administração da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto e da FGV em São Paulo, o clima é o principal fator para essa redução. 

“Já a StoneX prevê moagem de 541 milhões de toneladas contra a previsão anterior de 568 milhões, quase 11% menor. A estimativa é que 46,1% da cana seja destinada para a fabricação de açúcar, com uma produção de 34,6 milhões de toneladas (10% menor que a safra anterior). Com isto, a consultoria prevê agora déficit de 1 milhão de toneladas no mercado mundial, contra o superávit anterior de 1,7 milhão”, comenta ele. 

Dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade das lavouras de cana foi 17,9% inferior àquela constatada no mesmo mês de 2020 em julho, atingindo 73,7 t/ha contra 89,8 t/ha. “Considerando o acumulado do ciclo, a retração de produtividade é de 12,5%, estando em 75,5 t/ha. Soma-se ao período seco vivenciado nos meses de março-maio, as geadas ocorridas no final de julho”, completa. 

“Um estudo divulgado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), integrante do Ministério de Minas e Energia, mostrou que entre 2016 e 2020, o avanço na geração elétrica por biomassa no Brasil cresceu 16,1%, atingindo 15.396 MW. Apesar de positivo, o resultado vem abaixo do esperado, uma vez que nos cinco anos anteriores (2010 a 2015), o crescimento foi de 67,3%. Como consequência do crescimento menor, a fonte de energia por biomassa passa a responder por 8,8% da capacidade total do Brasil que, em 2015, era 9,4%”, conclui. 


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