Produção de maçã de Palmas lota frigorífico da Codapar no PR
Pela unidade da empresa já passaram mais de 11 mil toneladas de maçãs nos últimos meses
Maior produtor de maçãs do Paraná, o município de Palmas deve colher perto de 25 mil toneladas neste ano. A Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), empresa de economia mista vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, todos os anos apoia a produção local, oferecendo espaço em sua unidade frigorífica, com capacidade para sete mil toneladas, onde o produto pode ser armazenado nas 19 câmaras.
Pela unidade da empresa, que também presta serviços de classificação e embalagem das frutas, já passaram mais de 11 mil toneladas de maçãs nos últimos meses. Em Palmas, 850 hectares são cultivados por 35 produtores responsáveis por quase 60% da produção paranaense. Em anos anteriores, o município chegou a produzir 80% da safra paranaense.
O clima frio é um dos mais propícios à cultura da maçã, e os resultados refletem na economia da cidade. Depois da indústria madeireira, é a que mais emprega mão-de-obra. A sensibilidade da fruta, que exige uma colheita artesanal, abre um vasto campo de empregos. Para cada hectare plantado surge um emprego direto, e na época da colheita –no período de janeiro a maio – este número sobe para três empregos por hectare, ou seja, 3.000 novas vagas surgem no mercado.
Armazenagem - Entre outros produtores do Paraná e Santa Catarina que utilizam a unidade da Codapar, a Cooperativa Agrícola dos Campos Palmenses (Cocamp) é uma delas. Fundada em 1995, a cooperativa congrega 20 produtores associados, e responde por quase 35% da produção de maçãs de Palmas. Para o engenheiro agrônomo e técnico da cooperativa, Geraldo Gobara, “a existência da Codapar em Palmas incentivou o plantio de macieiras, tendo em vista que a armazenagem da produção é uma das grandes dificuldades da atividade”.
O diretor-presidente da Codapar, Ney Caldas, lembra que na época em que foi implantada a unidade a frio, ela atendia a antiga reivindicação dos produtores, que não dispunham de um local onde pudessem armazenar suas produções com segurança, e que permitisse comercializar o produto em período de entressafra. Hoje, a presença da unidade na região propicia a comercialização adequada dos produtos em períodos de maior rentabilidade para o produtor.
Na época da colheita há um aumento expressivo na oferta de maçã no mercado interno, desencadeando uma tendência de queda dos preços, principalmente no período de fevereiro a abril, tornando a armazenagem indispensável para um melhor rendimento financeiro ao produtor, por permitir aguardar o melhor momento para comercialização.
Na armazenagem frigorificada convencional, o período máximo de armazenagem da maçã, sem ocorrer perdas qualitativas, é de quatro meses em média, ocorrendo a comercialização de agosto a setembro.