Produção de pimenta em Mato Grosso ainda é doméstica

Agronegócio

Produção de pimenta em Mato Grosso ainda é doméstica

Cultura começa a ganhar espaço
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A produção de pimenta em Mato Grosso ainda é doméstica, mas começa a ganhar espaço, especialmente na Baixada Cuiabana e no Norte do Estado, mais especificamente em Sinop. De acordo com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) não há nenhum projeto de pesquisa nesta área por falta de demanda.


Em Sinop, o feirante e pequeno produtor Nelson Garutti cultiva 18 variedades em pouco mais de 8 hectares. Entre as diversas cultivares está a cerejinha japonesa, pimenta-do-reino e de cheiro cuiabana. Ele comercializa os produtos in natura e em conserva. "Vendo o produto em 5 pontos diferentes da cidade. Tenho consumidor para todas as variedades".

Segundo o pesquisador da Empaer, Carlos Luiz Milhomem de Abreu, os pequenos produtores de várias regiões do Estado cultivam a pimenta para consumo próprio e vendem o excedente. "Mas não há uma produção comercial. Em função disso, ainda não houve demanda para pesquisas nesta área. Mesmo assim, quando somos procurados orientamos o pequeno produtor sobre os princípios básicos do cultivo".


Mas não é só no Mato Grosso que as pesquisas são raras, em todo o Brasil são poucos os programas nacionais de melhoramento de pimentas. A Embrapa Hortaliças está investindo em pesquisas sobre o desenvolvimento de novas cultivares de pimenta-doce para processamento industrial.

Os pesquisadores revelam que há um crescente interesse no cultivo de pimenta em todo o Brasil. Normalmente, os próprios lavradores produzem as sementes e isso influência na qualidade do produto. Na maioria das áreas cultivadas, as plantas apresentam sintomas de mancha-bacteriana, doença transmitida a longas distâncias por meio de sementes.


As variedades mais comuns no Brasil são dedo-de-moça, chifre-de-veado, de cheiro, bode, cumari-do-pará, murici, murupi e cambuci.

Na região Centro-Oeste, é comum o cultivo da pimenta bode, cujos frutos são arrendondados e, quando maduros têm cor amarela ou vermelha, e da cumari-do-pará, que possui frutos ovalados de coloração amarela. Ambas possuem pungência e aroma característicos que as distinguem das demais.

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