Produção em Minas deve cair
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Agronegócio

Produção em Minas deve cair

Alta na safra atual está estimada em 10,8%
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No país, alta na safra atual está estimada em 10,8%, segundo levantamento da Conab


O oitavo levantamento para a safra de grãos, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prevê uma queda de 2,1% na produção de Minas Gerais, enquanto a produção brasileira deverá encerrar o período com alta de 10,8% no volume de grãos produzidos. As quedas observadas na produção de culturas de forte peso na composição dos resultados mineiros, como o algodão, milho primeira safra e feijão, justificam a redução.


De acordo com o levantamento, Minas Gerais deverá colher na safra atual 11,9 milhões de toneladas de grãos, queda de 2,1% quando comparada com os 12,2 milhões de toneladas gerados no período produtivo anterior. A área cultivada é de 3 milhões de hectares, alta de 1,4%, se comparado com os 2,9 milhões de hectares utilizados anteriormente.

Soja - A produtividade média foi calculada em 3,95 toneladas por hectare, representando retração de 3,5%. O maior investimento na cultura da soja, frente à do milho, é um dos fatores que promoveram a redução, já que a produtividade da oleaginosa é muito inferior à do cereal.

Em Minas Gerais, a produção de soja foi ampliada em 9,2%, com volume produtivo calculado em 3,34 milhões de toneladas, frente as 3,08 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. A área destinada à oleaginosa aumentou 9,5%, totalizando 1,12 milhões de hectares.

Feijão - No caso do feijão, as boas perspectivas observadas em outras culturas, como soja e milho que possuem maior estabilidade e liquidez, a comercialização instável e os riscos climáticos têm inibido os produtores a manter o ritmo de crescimento para esta cultura.


Em Minas Gerais, segundo maior produtor de feijão primeira safra, com 13,34% do volume total do país, apresentou um crescimento de 2,8% da área cultivada, chegando a 186,7 mil hectares, motivado, sobretudo pelo mercado favorável e pela expectativa de rentabilidade da cultura. O crescimento não foi maior devido aos elevados riscos de perdas na produtividade e na qualidade e na concorrência com culturas como a do milho e da soja.

As lavouras plantadas de primeira safra já foram integralmente colhidas. No Noroeste do Estado, principal região produtora, e também em alguns municípios do Alto Paranaíba, os produtores enfrentaram dois períodos de veranico, com temperaturas elevadas em dezembro e fevereiro, e excesso de chuvas em janeiro, bem como alta incidência de mosca branca, fatores que contribuíram para uma quebra expressiva de produtividade e acarretaram perdas de qualidade de parte do produto colhido. Houve perdas significativas também no Norte de Minas Gerais.

O impacto das instabilidades climáticas, embora menos agressivo, também interferiu no Sul de Minas Gerais, segundo lugar na produção mineira de feijão das águas, e em outras regiões do Estado. Com isso, a produtividade média no Estado foi de 818 quilos por toneladas, 32,1% inferior à safra passada e a produção reduziu 30,2%, totalizando 152,7 mil toneladas.

Mesmo com os preços altos, a segunda safra do feijão deverá ser menor. A incidência da mosca branca, a concorrência com o milho e o clima são fatores que contribuíram para a nova redução na produção.

De acordo com a Conab, a produção da segunda safra mineira será 15% inferior, com 195,3 mil toneladas. Também é esperada queda de 4,6% na produtividade, o rendimento deverá alcançar 1,3 toneladas por hectare. A área destinada ao grão, 141,1 mil hectares, ficou 10,9%.


Milho - Queda na produção também foi registrada na cultura do milho primeira safra. De acordo com a Conab, a retração se deve à migração dos produtores para a soja, neste caso a maioria optou pelas variedades precoces, para em seguida efetuar o plantio do milho segunda safra, alterando uma tendência histórica de repartir o plantio nos dois períodos. A colheita do milho primeira safra encaminha-se para a fase final nos principais Estados produtores.

Em Minas Gerais a primeira safra de milho foi estimada em 6,8 milhões de toneladas, volume 6,2% inferior aos 7,2 milhões de toneladas produzidas anteriormente. A produtividade foi reduzida em 0,6%, com rendimento de 5,9 toneladas do cereal por hectare. A área destinada ao cultivo ficou 5,6% menor, com o uso de 1,14 milhão de hectares.

Na segunda safra de milho, devido aos preços rentáveis, haverá uma expansão de 6,7% na produção, com 558 mil toneladas do grão. A área aumentou 20%, com 113,2 mil hectares voltados para a produção do cereal. A produtividade deve ser reduzida em 11,1%, com rendimento médio por hectare de 4,9 toneladas.

De acordo com a Conab, o plantio do milho segunda safra foi afetado pela ocorrência de fortes chuvas, coincidindo com a colheita da soja de variedades precoces. Em importantes estados produtores, a instabilidade das chuvas observadas nas fases importantes da lavoura poderá comprometer de alguma forma o rendimento das lavouras.


Algodão - A produção de algodão no Estado também será menor. A expectativa é que sejam produzidas 72 mil toneladas de algodão em pluma, o que representará uma queda de 32,5%. A produtividade ficará estável, com rendimento de 1,4 toneladas por hectare. A área de produção ficou 32,4% inferior, sendo destinados ao algodão em pluma 20 mil hectares.

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