Produtor de MT quer subsídio à soja para compensar preço
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Agronegócio

Produtor de MT quer subsídio à soja para compensar preço

Os produtores querem a continuidade dos leilões de subsídio da Conab
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Com pelo menos 70% da safra de soja fixados a preços abaixo dos praticados atualmente no mercado, o produtor de Mato Grosso tenta buscar alternativas para não perder. E este refúgio está na continuidade dos leilões de subsídio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A subvenção foi pleiteada pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) e o governo deverá concedê-la.

O diretor-executivo da entidade, Marcelo Duarte, explica que por conta de exigências das tradings - que financiam o custeio da produção agrícola do estado -, o produtor teve de comprometer em torno de 70% da sua lavoura antes da colheita para financiar os insumos. Estes contratos foram fixados a partir de meados do segundo semestre de 2006 a preços entre US$ 8,5 e US$ 9 a saca. "O sojicultor vem de dois anos de crise, descapitalizado. As tradings foram mais rígidas nesta safra e exigiram percentuais de comprometimento maiores e o produtor teve de garantir seu custeio com a safra", conta.

Em janeiro, a Conab iniciou os leilões garantindo preços da saca a R$ 22,50 - a valores de ontem, equivalente a US$ 10,7. No entanto, como o produtor tinha fixado a preços menores, não conseguiu alcançar o limite de R$ 22,50 exigidos pela Conab para pagamento do prêmio, conforme explica Duarte. O valor do prêmio concedido (simulado ontem em R$ 1,70 para o Norte de Mato Grosso) e o da fixação somaram cerca de R$ 20 a saca. "Em reais, o produtor do Norte fixou antecipado entre R$ 18 e R$ 19. Mesmo com o prêmio não atingimos o mínimo do governo", detalha.

Outro problema, segundo o diretor-executivo, é que além de não receber o prêmio - que compensaria o valor baixo negociado antecipadamente com a trading - o produtor ainda fica inadimplente com a Conab e fica sujeito a multa. O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola e Pecuário do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, afirmou que os leilões de soja vão continuar para o Norte de Mato Grosso, região que ainda precisa de prêmio. Disse também que o regulamento que exige que o produtor alcance o preço mínimo - no caso de R$ 22,50 para o Norte de Mato Grosso - está sendo modificado para os próximos leilões, mas não poderá ser retroativo.

Assim, a alternativa para o produtor agora, segundo Duarte, é que ele nos próximos leilões, os prêmios alcancem zero para que eles possam solicitar o cancelamento da operação na Conab.


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