Produtores de MG continuam suas produções apesar da seca

Agronegócio

Produtores de MG continuam suas produções apesar da seca

O tempo com algumas pequenas previsões de chuvas compõem o cenário do período da seca no Norte de Minas
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O tempo com algumas pequenas previsões de chuvas compõem o cenário do período da seca no Norte de Minas. Segundo dados da Emater regional os produtores estão tocando suas produções de leite, carne, horta, olerículas entre outros. Mas para quem pensa que a vida no campo está paralisada por conta dessa época em que só se planta em áreas irrigáveis se engana.

Segundo o extensionista, Ubaldo Ferreira Gonçalves os canaviais também estão sendo cuidados, já que é preciso alimentar os animais que podem ficar desnutridos no período da seca, justamente porque os pastos tendem a ficar pobres de nutrientes em alguns casos. A produção de gado de leite em 2006 teve queda significativa, aproximando-se dos 30% graças a redução da capacidade das pastagens. A esperança dos agricultores é que esse ano seja diferente.

O plantio de hortaliças tem crescido na região e os agricultores familiares encontram nessa atividade mais uma maneira de se alimentar e uma fonte de renda nesse tempo em que não se planta muita coisa seguindo os métodos naturais. Como a espera da chuva.

A lavoura de feijão também é outra cultura que é executada pelos produtores nesses meses. Ubaldo lembra que a seca compreende originalmente os meses de abril a setembro, mas com tantas mudanças climáticas pode-se ver chuvas em setembro e início de outubro. Alguns produtores preferem plantar hortaliças antes que as chuvas cheguem para que não haja risco de perdê-las, mesmo porque os canteiros ficam encharcados.

Boa parte dos grãos é cultivada por agricultores familiares. Mas são as hortaliças as protagonistas do retorno financeiro dos produtores do Projeto Jaíba. Só no ano passado, conforme a Emater do local, muitos agricultores preferiram sair da monocultura imposta pelo comércio da bananicultura para adentrarem ao cultivo de hortaliças como a alface, coentro, couve, pepino, jiló entre outras. Isso porque as empresas que atuam no Jaíba, cerca de sete, oferecem boas condições para levar a cultura baseada em um contrato de trocas; que consiste por parte do produtor, da mão de obra, pagamento de água e luz e insumos agrícolas, sementes e assistência técnica proveniente da empresa.


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