Produtores de soja da região de Maringá/PR se preparam para perdas
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Agronegócio

Produtores de soja da região de Maringá/PR se preparam para perdas

Tempo quente e seco não ajuda o desenvolvimento das lavouras
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Produtores rurais da região de Maringá já se preparam para uma colheita insatisfatória de soja. A retirada dos grãos do campo está prevista para iniciar em fevereiro. O tempo quente e seco não ajuda o desenvolvimento das lavouras plantadas na temporada 2011/2012, que começou em outubro.


O produtor Remoaldo Calciolari, que cultiva cerca de setenta hectares no limite entre Maringá e Iguaraçu, já vê sinais de perda na roça. "As plantas estão com altura entre quarenta e cinquenta centímetros, quando deveriam estar com oitenta", aponta. "Faz bastante sol durante o dia e prejudica a plantação", acrescenta.

A situação mais crítica nas áreas cultivadas pelo produtor está nas proximidades do Rio Pirapó, onde a soja recebe o sol diretamente durante o dia todo. "Dá até dó de olhar", resume Calciolari.

O agricultor Osmar Benedito de Oliveira, que tem cerca de setecentos hectares de soja cultivados em Iguaraçu (a trinta quilômetros de Maringá), está preocupado com a previsão de pouca chuva até o fim do ano. "A situação é horrível, de desespero", comenta.


Com duas geadas, em maio e junho, o produtor já perdeu 30% do que plantou na safra de inverno, dedicada ao milho. Agora, ele sofre com a exposição excessiva da lavoura de soja ao sol. "A plantação está toda florada e, com esse tempo quente e seco, vai morrer muita flor se não chover logo", prevê Oliveira.

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), monitora a situação em todo o Paraná, mas ainda não mediu o impacto da falta de chuva na produtividade da safra. A engenheira agrônoma Margorete Demarchi explica que a situação climática é um efeito do fenômeno La Niña, marcado por chuvas abaixo da média e mal distribuídas no território. "Temos informações de áreas com até vinte dias sem chuvas, onde as lavouras estão bem castigadas", afirma.


A agrônoma explica que a soja demanda chuva em todas as fases, mas aquela que mais tem impacto em potencial produtivo e é atual, onde as plantas começam a desenvolver frutos. Apesar de monitorar o Estado todo, o Deral ainda não modificou os números oficiais da safra de soja. Em todo o Paraná, são esperadas 14,13 milhões de toneladas, plantadas em 4,4 mil hectares - área 2% menor que na safra anterior.

As áreas de milho sofrem ainda mais, mas na região de Maringá, tornaram-se raras no verão. Em relação à safra 2010/2011, a atual temporada de verão é dominada pela soja. Foram plantados 227.650 hectares nos 29 municípios da região de Maringá, que responde por 5% da soja plantada no Estado. Poucos produtores apostaram no milho na região, que teve apenas 4,1 mil hectares cultivados.

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