Produtores monitoram sanidade dos pomares de citros
Bergamota e laranja avançam no desenvolvimento
Foto: Canva
Os pomares de citros no Rio Grande do Sul avançam na fase de frutificação, com manejo concentrado em tratos culturais e ações de prevenção fitossanitária. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira, na região administrativa de Caxias do Sul “o aspecto geral e a produtividade dos pomares estão adequados”. No período, foram realizados tratamentos fitossanitários, adubações de cobertura e roçadas. A laranja encontra-se em frutificação, com frutos em torno de 7 cm de diâmetro. Em Cotiporã, a bergamota da cultivar Ponkan apresentou abortamento inicial de frutos, mas, segundo o informe, “as plantas mantêm carga satisfatória”.
Na região de Frederico Westphalen, o boletim aponta desenvolvimento dos frutos dentro do esperado, com realização de tratamentos preventivos para pinta-preta, cancro-cítrico e controle de ácaros. Em Lajeado, os pomares também estão em frutificação, e as chuvas recentes, ainda que irregulares e de baixo volume, contribuíram para a manutenção da umidade do solo e para a disponibilidade de nutrientes. As podas, adubações e roçadas estão em fase final ou concluídas em parte das áreas, enquanto os agricultores intensificaram manejos preventivos diante de condições ambientais favoráveis ao surgimento de doenças e pragas, com destaque para o controle de mosca-branca e para o manejo de doenças fúngicas, com ênfase em pinta-preta.
O informativo registra que as temperaturas elevadas provocaram queimaduras em frutos, principalmente da bergamota Okitsu, “mas sem registros de danos significativos”. Em Harmonia, mesmo em pomares sem tratamentos fitossanitários durante a floração, o pegamento de frutos é considerado satisfatório, com alta carga nas plantas. Produtores que realizaram tratamentos relataram superprodução. Em São José do Sul, a Abertura da Colheita Municipal da Bergamotinha Verde, realizada em 30 de janeiro, simbolizou a importância do raleio para garantir frutos maduros e manutenção do vigor das plantas, além de gerar renda extra. O processamento da bergamotinha verde teve início em meados de janeiro por indústria local, com valores entre R$ 10,00 e R$ 14,00 por caixa de 25 kg, patamar considerado baixo pelos agricultores. Em São Sebastião do Caí, a lima ácida Tahiti ocupa 185 hectares e é comercializada a R$ 60,00 por caixa de 25 kg, indicando valorização em relação a dezembro de 2025.
Na região de Passo Fundo, os pomares de laranja estão em formação de frutos, com monitoramento de pragas e doenças e aplicações de inseticidas e acaricidas. O boletim informa que os pomares apresentam, no geral, sanidade adequada, e o preço pago ao produtor varia de R$ 0,80 a R$ 0,90 por quilo.