Produtores poderão renegociar dívidas com fundos constitucionais
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Imagem: Pixabay
ALÍVIO

Produtores poderão renegociar dívidas com fundos constitucionais

Câmara e Senado derrubaram veto à MP 1.016 de 2020
Por: -Eliza Maliszewski

Na última sexta-feira (17) o Congresso Federal derrubou o veto nº 28/2021 da Medida Provisória (MP) 1.016 de 2020, que trata da renegociação extraordinária de débitos no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Esses fundos acumulam um passivo de R$ 43 bilhões de dívidas, a maior parte composta por juros.

Todos os dispositivos do veto 28 foram rejeitados em votação pela Câmara dos Deputados e, em seguida, pelo Senado, o que faz com que itens rejeitados pela Presidência voltem a constar em definitivo da Medida Provisória convertida na lei ordinária 14.166/21.

Em Minas Gerais os abrangidos pela renegociação são os produtores da área da Sudene, que inclui 81 cidades mineiras e três capixabas. O resultado traz alívio a produtores rurais e entidades representativas do setor produtivo, já que a exclusão de partes da MP proposta restringiria o acesso aos fundos de financiamento de boa parte dos produtores rurais do Norte e Nordeste do Brasil, e da Área Mineira da Sudene. 

Na prática a MP favorece a renegociação de produtores endividados e permite concessão de descontos de até 90% para quitação de débitos até 31 de dezembro de 2022. A renegociação, a ser feita com os bancos administradores (Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil), destina-se ao empréstimo feito há pelo menos sete anos e lançado no balanço do fundo como prejuízo total ou coberto por provisão de devedores duvidosos. Poderão ser renegociados ainda os débitos em atraso de empreendimentos rurais de qualquer porte não pagos até 30 de dezembro de 2013 caso se localizem no Semiárido e a cidade tenha tido estado de calamidade pública ou de emergência reconhecido pelo governo federal devido à seca ou estiagem no período de sete anos contados do empréstimo.

“O veto prejudicaria as oportunidades de renegociação de crédito para os produtores mineiros da região da Sudene, que, historicamente, já sofrem muito com as intempéries climáticas e sucessivas dificuldades de produção. A derrubada dele devolve à MP o real propósito dos fundos, de servir como importante instrumento para promover o desenvolvimento regional e diminuir as disparidades econômicas entre as regiões brasileiras”, diz Weber Bernardes, vice-presidente de Secretaria do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

A articulação contou também com forte atuação de presidentes de sindicatos rurais do Norte e Nordeste de Minas. O presidente do Sindicato Rural de Montes Claros, José Avelino Pereira Neto conta que foram meses de intensa articulação com bancadas parlamentares, em âmbito estadual e nacional, pela rejeição do veto. 

 


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