Produtores rurais tem prejuízo e sofrem com aumento de pragas em lavouras
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Agronegócio

Produtores rurais tem prejuízo e sofrem com aumento de pragas em lavouras

Uma nova ferramenta será apresentada pela Fundação/MT
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Produtores rurais acumulam prejuízo nas lavouras por causa da larva identificada como Helicoverpa Armigera, praga que afeta plantações em Mato Grosso e tira o sono dos produtores. A helicoperva é encontrada principalmente nas plantações de soja, milho, algodão, tomate e feijão. Sua ocorrência já foi registrada em lavouras de todo o País. De acordo com a pesquisadora de entomologia da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Lucia Vivian, medidas mais drásticas devem ser tomadas o mais breve possível, pois os prejuízos com a lavoura poderá ser maior.


Uma nova ferramenta será apresentada pela entidade, na intenção de solucionar os problemas dos produtores e combater a larva nas plantações. A pesquisadora Lucia explica que os trabalhos estão em fase inicial, porém já é possível orientar os produtores no controle da praga. “As soluções disponíveis hoje foram testadas nos países com infestação da praga. Algumas técnicas podem ser utilizadas, mas outras medidas necessitam de pesquisa específica no Brasil”, explica.

À medida que já poderá ser tomada pelos agricultores são a rotação de produtos químicos. A pesquisadora ressalta que a Helicoverpa Amigera tem alta capacidade de se evoluir e uma resistência a inseticidas, especialmente peritróides, fosforados e carbamatos. O produtor deve seguir um calendário de plantio com um período curto. “O escalonamento de plantio faz com que a lagarta tenha acesso ao alimento por muito mais tempo com plantas em diferentes estágios de crescimento”, destaca Lucia.


Outra informação importante é o controle das lagartas logo no início da infestação, já que ele é mais eficiente nos instares iniciais de desenvolvimento. Para que essa medida tenha sucesso, é preciso monitoramento constante por parte do agricultor em todos os estágios da cultura. A instalação de áreas de refúgio nas culturas Bt, deve ser realizada e respeitada. A ação também tem impacto no controle da Helicoverpa Armigera. “Para cultivos de plantas Bt, transgênico, deve-se ter pelo menos 20% da área plantada de refúgios estruturados com materiais não Bt. Esta é uma medida que apresenta resultados muito positivos no controle da lagarta em países que sofrem com o seu ataque há anos”, completa a pesquisadora da Fundação MT.

A eliminação eficiente dos restos culturais é uma ação que no geral o produtor tem conhecimento, adota, e que gera impacto no controle da praga. “As soqueiras e rebrotas de algodão, além de restos de soja e milho, devem ser completamente destruídos. Essa medida evita que o inseto tenha alimento e permaneça no campo”, orienta Vivian. O revolvimento do solo, a fim de eliminar as pupas, também pode contribuir para o manejo da praga. Outros dois métodos que devem ser analisados para aplicação no país é a utilização de controle biológico com liberação de Trichogramma sp para controle de ovos e utilização do vírus da poliedrose nuclear.


Estudos de flutuação populacional e sobrevivência em períodos de entressafra precisam ser realizados, já que não há informações para essa espécie. “A ferramenta de monitoramento com ferômonio é uma opção e fornece um cenário de ocorrência da praga na região, no entanto há necessidade de ajustes na composição dos ferômonios com objetivo de obter melhor desempenho para as populações do Brasil”, complementa Lúcia.

A identificação da lagarta é importante para o sucesso do manejo nas diferentes culturas em que atacam, sendo que isso acontecerá com o envolvimento de profissionais treinados com as características de identificação das espécies. A pesquisadora da Fundação MT finaliza deixando a instituição a disposição para solucionar eventuais dúvidas sobre a identificação das lagartas, como também sobre as práticas de manejo para minimizar seu ataque.

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