Programa vai melhorar a qualidade do leite em Goiânia


Agronegócio

Programa vai melhorar a qualidade do leite em Goiânia

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Reunida ontem na Secretaria da Agricultura, a Câmara Setorial do Leite aprovou minuta de um programa de qualidade para o setor, apresentada por um grupo de trabalho encarregado de estudar o assunto. Denominado Programa Leite com Qualidade (PLCQ), o projeto tem como objetivo fornecer subsídios ao setor produtivo para que possa adequar a qualidade do leite produzido no Estado às exigências do Ministério da Agricultura. O programa deve ser implementado numa ampla parceria entre entidades e órgãos oficiais afins, num esforço de conscientização dos envolvidos no processo produtivo para a importância de se assegurar a qualidade na produção, conservação e transporte do leite.

De acordo com as previsões do grupo de trabalho, em 12 meses de duração o PLCQ custará R$ 1,16 milhão, dos quais a Secretaria da Agricultura entraria com R$ 651 mil e a iniciativa privada com o restante. O programa será implantado através de dois projetos-pilotos assistidos por dez técnicos previamente treinados e envolvendo 2.700 produtores das principais bacias leiteiras do Estado. A metodologia proposta prevê palestras motivacionais, cursos, excursões, dias de campo, visitas técnicas e a unidades demonstrativas. Toda a programação está voltada para a mudança de comportamento do produtor em relação à qualidade do produto, despertando o interesse pela assistência técnica.

Abrangência

Um dos projetos, denominado Centro-Sul, abrange os municípios de Goiânia, Hidrolândia, Professor Jamil, Morrinhos, Piracanjuba, Caldas Novas, Pires do Rio, Palmelo, Santa Cruz, Cristianópolis, São Miguel do Passa Quatro, Bela Vista de Goiás, Caldazinha, Senador Canedo, Silvânia, Vianópolis e Orizona. O outro, Projeto Oeste, engloba os municípios de Palmeiras, Anicuns, Americano do Brasil, Goiás, Itapirapuã, Jussara, Montes Claros, Diorama, Iporá, Mairipotaba, Cachoeira de Goiás, São João da Paraúna, Córrego do Ouro, Mossâmedes, Fazenda Nova, Israelândia, Jaupaci e Novo Brasil.

O assessor do Sindicato das Indústrias de Leite (Sindileite), Alfredo Luiz Correia, explica que depois da aprovação pela Câmara Setorial do Leite, a minuta do PLCQ será submetida agora à apreciação dos órgão, entidades e empresas convidadas para a parceria. Dentre outros, estão sendo convidados o Sindileite, Secretaria da Agricultura, Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário (Agenciarural), Universidade Federal de Goiás (UFG), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Federação da Agricultura (Faeg), Organização das Cooperativas Brasileira (OCB-Goiás), Ministério da Agricultura, Sebrae, Banco do Brasil, prefeituras da área de abrangência do programa e indústrias de rações, fertilizantes, equipamentos e produtos veterinários.

O projeto recebeu o apoio imediato do secretário da Agricultura, José Mário Schreiner, e do presidente do Sindileite, Domingos Vilefort, que defendeu o investimento em qualidade como condição indispensável para a sobrevivência e o crescimento do setor.

O dirigente do Sindileite citou como exemplo algumas medidas que sua empresa, a Leitebom, vem adotando no sentido de aprimorar a qualidade do leite que recebe e que considera altamente compensadoras. “Descobrimos procedimentos equivocados, desde a ordenha, passando pelo acondicionamento, transporte e até nas nossas plataformas de descarregamento”, admite, que elogia a participação da Laboratório de Qualidade do Leite da UFG na modernização do setor.


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