Projeção indica aumento nas áreas com restrição hídrica
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Imagem: Divulgação
MONITORAMENTO

Projeção indica aumento nas áreas com restrição hídrica

Falta de chuvas pode afetar algodão, milho 2ª safra e trigo sequeiro
Por: -Aline Merladete

De acordo com o último relatório do monitoramento semanal das condições das lavouras, realizado pela Conab, as áreas com restrição hídrica seguem aumentando na parcela central do país. O cenário só não está mais  acentuado, devido às chuvas ocorridas na última semana.

Porém, na região norte e nordeste a pouca chuva será suficiente para manter a umidade no solo, a semeadura e o desenvolvimento do feijão e do milho 3ª safra em Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia, mas manterá a condição de restrição para o desenvolvimento do milho 2ª safra no Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.

Já no centro-oeste, as restrições devido ao baixo índice pluviométrico poderão prejudicar os cultivos de algodão, milho 2ª safra e trigo sequeiro em estágios reprodutivos. Contudo, a falta de chuvas e a elevação da temperatura máxima proporcionarão melhores condições para a secagem dos grãos de forma natural, e, consequentemente, para as operações de colheita. No MS, houve ocorrência de geadas em regiões de baixadas em alguns municípios. Os danos ainda serão contabilizados.

Agora no sudeste do país, devido à falta de chuvas, a umidade do solo irá reduzir, persistindo as restrições para as lavouras de milho e feijão 2ª safra, além do trigo sequeiro, em Minas Gerais e São Paulo. O período mais seco será favorável para a maturação e as operações de colheita do café e da cana-açúcar.

Já na região sul, a falta de chuvas no Paraná irá restringir o florescimento e o enchimento de grãos do milho 2ª safra na porção norte do Paraná. As condições climáticas serão favoráveis para os cultivos de inverno. A umidade do solo será suficiente para a semeadura e o início do desenvolvimento vegetativo do trigo

Fonte: Conab

O que diz a Conab:

Soja - No RS, a colheita evoluiu na região Sul, onde restam mais áreas a serem colhidas. No Norte, onde a colheita se aproxima do final, as chuvas atrapalharam e reduziram o ritmo das operações de campo. Na região Sudoeste, lavouras localizadas em várzeas apresentam dificuldades para serem colhidas pelo excesso de umidade e alagamento. Em SC, a colheita está quase finalizada. Devido às baixas temperaturas e à maior incidência de nuvens, a maturação foi prejudicada, postergando a conclusão da colheita. No PI, a colheita alcançou 89% da área semeada. No Sul do estado, as chuvas frequentes dificultam os trabalhos no campo. Nos demais estados a colheita já foi finalizada.

Milho 2ª Safra - 0,2% colhido. No PR, 87% das lavouras estão em boas condições, porém as demais apresentam sinais de deficit hídrico. Em MT, a colheita se inicia e as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Em MS, houve ocorrência de geadas em regiões de baixadas em alguns municípios. Os danos ainda serão contabilizados. No Centro- Sul, as chuvas retornaram e beneficiaram o desenvolvimento das lavouras. Em GO, os baixos volumes de chuvas foram insuficientes para recuperar a disponibilidade de água para as lavouras. Em SP, a falta de chuva prejudica as lavouras das regiões Norte e Noroeste. Em MG, as lavouras do Noroeste do estado têm sido afetadas pelo clima seco. No TO, MA e PI, as lavouras semeadas na janela ideal apresentam bom desenvolvimento, mesmo com a redução das precipitações. No Extremo- Oeste da BA, as lavouras demonstram sinais de déficit hídrico.

Feijão 2ª Safra - No PR, a colheita chega a 21% da área total. Mesmo com as baixas temperaturas e ventos fortes, as operações continuaram. Houve registro de geadas no Leste, Campos Gerais e Centro Sul do estado, mas não há ainda confirmação de danos significativos nas lavouras. Na BA, o feijão- caupi, concentrado no Extremo-Oeste, está sob restrição hídrica. Há preocupação com perda de potencial produtivo. O feijão-cores foi recém- implantado sob o manejo irrigado e apresenta bom desenvolvimento inicial. Em SC, não houve avanço de colheita na última semana. O frio, o registro de geada e a alta nebulosidade impactaram as operações. Ainda não foi contabilizado perdas nas lavouras. Em MG, a colheita foi iniciada, concentrando-se no Alto Paranaíba e no Sul do estado. Baixas temperaturas preocupam os produtores, especialmente na região Sul.

Algodão - 0,4% colhido. Em MT, chuvas pontuais e de baixa intensidade não foram suficientes para recompor a umidade do solo. Geadas pontuais atingiram algumas lavouras na região Sudeste do estado. Mesmo com condições climáticas pouco favoráveis, o desenvolvimento da cultura é considerado bom. Na BA, as lavouras de sequeiro estão sob restrição hídrica. O cultivo irrigado está no início da fase de maturação. Em MS, a colheita está finalizando nas regiões Leste e Sudoeste, porém a maioria das lavouras encontram-se em formação de maçãs. Em áreas mais adiantadas, a baixa temperatura influenciou na abertura dos capulhos. As geadas atingiram lavouras mais novas. No MA, as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Arroz - 96% colhido. No RS, a colheita está quase finalizada, restando 2% da área, que corresponde às lavouras nas regiões Sul e Central do estado. As chuvas comprometeram o avanço da colheita. Em GO, restam áreas a serem colhidas em São Miguel do Araguaia. No TO, as áreas semeadas tardiamente não atingiram o ponto ideal de maturação, mas o clima estável favoreceu o avanço da colheita nas demais áreas produtoras. No MA, a colheita se intensifica, chegando em 70%, sobretudo nas regiões Sul e Centro Sul do estado, enquanto que nas regiões Norte e Centro está quase finalizada.

Material exclusivo elaborado pela equipe Agrotempo.


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