Projeto de pecuária sustentável quer ser modelo
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Imagem: Marcel Oliveira

NO MATO GROSSO

Projeto de pecuária sustentável quer ser modelo

Objetivo é criar o melhor modelo pecuário agroflorestal e que possa ser replicado
Por: -Eliza Maliszewski
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A fazenda São Benedito, localizada em Pontes e Lacerda, no oeste mato-grossense, receberá um investimento de R$ 5 milhões para o desenvolvimento de um projeto que almeja ser referência mundial em pecuária regenerativa.

A implementação deve ocorrer até 2022 em 100 hectares, podendo ser ampliada para 1.200 hectares e, com objetivo de chega aos 23 mil hectares. O projeto chamado Pasto Vivo busca ser viável economicamente e ter carbono positivo através da criação de gado em sistema agroflorestal, reunindo bovinos, pastagem e floresta. A iniciativa quer mostrar como a pecuária, tão atacada por especialistas em meio ambiente, pode ser sustentável.

A ideia é do Grupo Luxor, empresa familiar do Rio de Janeiro que, além da agropecuária, explora os setores hoteleiro e imobiliário. Para isso foi contratada a Pretaterra, especializada em implantação de modelos agroflorestais no Brasil e em outros países. “Os pecuaristas enfrentam os desafios das mudanças climáticas, savanização e desertificação; pastagens degradadas enfrentam temperaturas cada vez mais altas e severas estações secas.

Segundo modelagens recentes, o aquecimento global pode aumentar o custo de produção da carne bovina brasileira em até 160%”, detalha Valter Ziantoni, engenheiro florestal e fundador da empresa. O projeto tem também como investidor o Meraki Impact. Já o Savory Institute (de agricultura holística e regenerativa), o Climate Smart Group e a Renature (ligados ao segmento de créditos de carbono) além da Embrapa Solos, contribuirão na área de pesquisa, avaliação de impacto, negócios e sistemas agroflorestais integrados.

O Projeto Pasto Vivo objetiva criar o melhor modelo pecuário agroflorestal do mundo, e que possa ser replicado a partir da fazenda piloto. O objetivo macro desse projeto é inspirar outros pecuaristas que atuam na Amazônia a migrar dos modelos convencionais em direção a práticas mais sustentáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente. 
 

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