Quebra na safra de arroz deve aumentar


Agronegócio

Quebra na safra de arroz deve aumentar

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O Rio Grande do Sul poderá registrar, com o avanço da colheita do arroz, uma perda maior do que a estimada atualmente. Na semana passada, o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) apontou uma quebra de 2,1% na safra 2003 em relação à colheita do ano passado. Entretanto, como o Estado colheu até agora apenas cerca de 40% da área plantada, os prejuízos podem ser maiores. "A quebra pode atingir 5% ou 6% e vai refletir o quadro analisado em todas as regiões produtoras", afirma o presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros (Federarroz), Artur Albuquerque.

No ano passado os agricultores gaúchos foram responsáveis por uma colheita de 5,236 milhões de toneladas de arroz. As perdas estimadas para esta safra devem-se à excessiva ocorrência de chuvas que atrasaram os trabalhos de plantio do cereal. Este ano, o arroz ocupa 951.936 hectares no Estado.

Em São Lourenço do Sul, apenas 30% dos 9 mil hectares semeados foram colhidos. Nessas áreas, a produtividade é considerada boa e alcança 5 mil quilos por hectare. "Essas lavouras se desenvolveram no período adequado para a cultura e portanto, apresentam rendimento satisfatório", explica o engenheiro agrônomo do Irga em São Lourenço, Cleo Soares. Segundo ele, as próximas lavouras que serão colhidas provavelmente foram prejudicadas pelas temperaturas baixas dos últimos dias e devem ter a produtividade reduzida para cerca de 4,5 mil quilos por hectare.

Em Uruguaiana, onde está a maior área de arroz cultivada no Estado, os orizicultores poderão contabilizar prejuízos de até 20% na produtividade em relação ao ano passado, quando foram colhidos 7 mil quilos por hectare. Segundo o chefe do escritório do Irga no município, Alexandre Lima, 80% da área plantada de 72 mil hectares já foi colhida. A expectativa, informa ele, é que os trabalhos sejam finalizados até a metade do mês de maio.

Se por um lado, as perdas na lavoura causam desânimo à cadeia produtiva, por outro, os preços pagos pelo cereal este ano devem ficar estáveis. Albuquerque lembra que no ano passado os valores variaram de R$ 16,00 a saca no início da safra para R$ 32,00 no final do período. "Agora os produtores recebem R$ 31,00 pela saca, e a tendência é de manutenção desses preços", salienta.


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