Quebra na safra de verão chega a R$ 2,89 bi no RS
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Agronegócio

Quebra na safra de verão chega a R$ 2,89 bi no RS

Perdas do milho são irreversíveis, mas ainda há esperança para soja
Por: -Joana
Perdas do milho são irreversíveis, mas ainda há esperança para soja

Na tarde dessa quinta-feira (26), o presidente da Emater/RS, Lino de David, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS (SRD), Ivar Pavan, divulgaram a estimativa de safra das principais culturas de verão no Estado. Segundo os dados levantados pela Gerência de Planejamento da entidade, os produtores de feijão, milho, arroz e soja contabilizaram perdas de R$ 2.892.889.801,03 em relação à estimativa inicial, e R$ 4.559.355.890,67 em relação à safra passada.


As estimativas se baseiam em dados coletados entre os dias 16 e 25 de janeiro, em um universo que abrange 97% da área cultivada com milho e soja no Estado, 87% da área de arroz e 75% de feijão. Pavan destacou que a abrangência da pesquisa - 411 municípios -, somada à experiência da Emater no levantamento de informações, procedimento realizado quinzenalmente desde a década de 70, reforça a precisão dos números divulgados. “Estes são os dados oficiais do governo”, disse.


Milho
Como a estiagem começou no mês de novembro, quando as espigas estão se desenvolvendo, as lavouras de milho foram as mais atingidas. A produção não deve ultrapassar 3,08 milhões de toneladas, o que representa queda de 46,63% em relação à safra passada (5,78 milhões t). Com quebra de até 69% na região administrativa de Ijuí (10,64% da produção do RS) e 59% na região administrativa de Passo Fundo (25,97% da produção estadual), o grão contabilizou um prejuízo R$ 988.305.344,50 em relação à estimativa anterior. Para Pavan e David, as perdas são irreversíveis.

Hoje, 20% das lavouras de milho estão em desenvolvimento vegetativo, 16% em floração, 29% em enchimento de grãos, 18% maduras e 17% já colhidas.

Uma das alternativas encontradas pelos produtores para a cultura é aproveitar as sementes e os insumos que ainda têm para plantar o grão e usar na alimentação animal.


Soja
Já a situação da oleaginosa pode melhorar. Diferente da estiagem de 2005, quando ocorreu durante os meses do desenvolvimento da soja, este ano ela atingiu o Estado antes desta fase. As precipitações das próximas semanas determinarão a produtividade final da cultura, já que 13% da área cultivada está em fase de enchimento de grãos e 47% em floração. “As maiores perdas estão nas variedades precoces, que já estão aflorando”, avalia o presidente da Emater/RS.

Na soja, a quebra é de 22,33% em relação à estimativa inicial. A produtividade média, até o momento, é de 1.948 kg/ha, e a produção não vai ultrapassar oito milhões de toneladas. A região administrativa de Ijuí (23,3% da produção estadual) teve quebra de 26,4%, e Santa Maria (18,96% da produção do RS) contabilizou -32,7%. O impacto econômico foi de R$ 1.627.452.878,33 em relação à estimativa inicial.


Feijão 1a safra
O feijão da primeira safra registrou uma queda de 6,47% em relação à estimativa inicial, e não deve passar de 76.357 toneladas. De acordo com os técnicos, essa diferença poderia ser maior se não fosse a alta de 65,21% esperada na região administrativa de Caxias do Sul (19,73% da produção estadual). Atualmente, 62% da área já foi colhida, tendo ainda 28% já maduras e por colher.

A região administrativa de Santa Maria (15,45% da produção estadual) teve 39,77% de quebra, além de Lajeado e Porto Alegre (8,82% e 8,88% da produção do RS respectivamente), que perderam 41,49% e 48,37%. O impacto econômico foi de R$ 7.450.261,00.


Arroz
A cultura menos impactada pelo clima é a do arroz, que, devido à irrigação, mantém a produtividade média em 6.861 kg/ha, rendimento que projeta uma produção total de 7,53 milhões de toneladas para esta safra, marcando uma diferença de –6,62% em relação à estimativa inicial. O secretário adjunto de Agricultura, Pesca e Cooperativismo, Cláudio Fioreze, destaca que a redução na produção em 2012 ocorre basicamente nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Bagé e Santa Maria (8,94% e 9,01% respectivamente). “Em Bagé houve uma redução na área plantada, e, em Santa Maria, a estiagem provocou queda na reserva de água em algumas bacias”, pondera.

Ações
Entre as ações do governo para reduzir os prejuízos está o repasse de R$ 51 mil a todos os municípios que decretaram situação de emergência, para ações emergenciais de abastecimento de água para as comunidades, através de caminhões pipa, revitalização de poços e cestas básicas para as famílias em situação de insegurança alimentar. (Veja matéria completa sobre as ações do governo em http://www.agrolink.com.br/noticias/estiagem_143405.html)

Assista aos vídeos com depoimentos do presidente da Emater/RS e secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo:

Recomendações da Emater/RS-Ascar ao produtor

Perdas no milho são irreversíveis, mas há esperança para soja no RS

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