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Raiva bovina volta a preocupar pecuaristas

O surgimento de focos da raiva bovina no Uruguai alertou os pecuaristas gaúchos para esta doença


O surgimento de focos da raiva bovina no Uruguai alertou os pecuaristas gaúchos para esta doença. As autoridades sanitárias do Brasil estão tomando medidas para evitar o reaparecimento da doença no rebanho gaúcho.

A raiva é uma doença causada por vírus e que atinge o sistema nervoso central, cursa com encefalomielite aguda e incurável. Todos os animais de sangue quente são suscetíveis e sua transmissão se dá através de mordidas dos animais infectados. A doença é cosmopolita, exceto em alguns países, que a erradicaram ou permanecem livres de raiva devido a proteção natural, como ilhas ou através da implantação de regulamentos rigorosos de quarentena. A raiva em bovinos segue o mesmo padrão geral, e aqueles com a forma furiosa são perigosos, atacando e perseguindo homens e outros animais. A lactação cessa abruptamente em vacas leiteiras.


No início da doença, os animais doentes se afastam do rebanho e se isolam, apresentam apatia e perda do apetite. Seguem-se outros sinais como aumento da sensibilidade e prurido no local da mordida, tenesmo, hiper-excitabilidade, aumento do libido, salivação abundante e viscosa e dificuldade para engolir, sugerindo um engasgo. Um dos sintomas mais típicos em bovinos é o tipo de mugido, que se manifesta por um tom particularmente rouco. Este sintoma pode continuar intermitentemente até a morte.

A raiva não é a doença de maior importância econômica em animais pecuários, mas representa grandes perdas econômicas, levando à mortes. Necessita de medidas preventivas e cuidados na sanidade das regiões onde aparecem focos. A principal importância da raiva é por ser uma zoonose, isto é, existe a possibilidade de sua transmissão para humanos e os profissionais que lidam com esses animais, como veterinários, estão sob risco especial.


A aplicação da vacina é anual e feita em todo o rebanho conforme o Estado. Os Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e alguns estados do Norte e Nordeste, têm uma incidência de raiva em bovinos e eqüinos bastante significativa, por possuírem uma topografia ideal para os morcegos hematófagos, como montanhas, pedreiras, furnas etc..

Veja artigos técnicos sobre a raiva bovina na seção Veterinária do Agrolink em Saúde Animal e saiba mais sobre a doença.
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