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Real se valoriza, mas incertezas seguem no radar do mercado

No mercado cambial, o real apresentou desempenho positivo recente


No mercado cambial, o real apresentou desempenho positivo recente No mercado cambial, o real apresentou desempenho positivo recente - Foto: Pixabay

A conjuntura econômica recente combina sinais de alívio no cenário externo com desafios persistentes no ambiente doméstico, em um contexto ainda marcado por incertezas geopolíticas, fiscais e monetárias. Segundo análise do Rabobank, a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de descartar o uso da força para obter a Groenlândia e de não impor tarifas sobre produtos europeus, após avançar em um “quadro de um acordo futuro”, contribuiu para reduzir tensões no comércio internacional.

No campo da política monetária, o banco projeta que o Federal Reserve manterá a faixa meta da taxa dos Fed Funds inalterada entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião do FOMC. Ainda assim, a combinação de incerteza tarifária e riscos geopolíticos segue estimulando investidores globais a diversificarem seus portfólios, reduzindo a concentração em ativos americanos. Esse movimento ocorre mesmo com a persistência de dúvidas fiscais e políticas em economias emergentes, como o Brasil.

No mercado cambial, o real apresentou desempenho positivo recente. O dólar encerrou a semana passada cotado a R$ 5,3713, o que representa uma apreciação de 1,60% da moeda brasileira frente ao dólar, o nono melhor resultado semanal em uma cesta de 24 moedas emergentes. Apesar desse movimento e do diferencial de juros favorável ao Brasil, o Rabobank mantém a expectativa de que o dólar termine o ano em torno de R$ 5,60, refletindo o equilíbrio entre fatores externos e riscos domésticos.

No front fiscal, dezembro marcou mais um recorde de arrecadação federal, que alcançou R$ 292,8 bilhões, alta real de 7,5% na comparação anual. No acumulado do ano, a arrecadação totalizou R$ 2,886,9 trilhões, configurando o melhor desempenho desde 2000. Já no setor externo, o déficit em transações correntes somou US$ 68,8 bilhões no ano, cerca de 3,0% do PIB, impactado pela piora do saldo comercial, enquanto o Investimento Direto no País atingiu US$ 77,7 bilhões, sustentado pelo elevado nível de juros.


 

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