Relatório movimenta contratos da soja
O contrato de soja para março fechou com valorização de 1,06%
O contrato de soja para março fechou com valorização de 1,06% - Foto: Nadia Borges
A soja encerrou o pregão desta terça-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento influenciado por expectativas do mercado em relação à demanda internacional. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos reagiram à leitura do relatório mensal divulgado nos Estados Unidos, com investidores antecipando possíveis mudanças no fluxo de exportações.
O contrato de soja para março fechou com valorização de 1,06%, ou 11,75 cents por bushel, a 1.122,50 cents. A posição maio avançou 1,11%, ou 12,50 cents por bushel, encerrando a 1.137,50 cents. No complexo soja, o farelo com vencimento em março subiu 1,01%, equivalente a 3 dólares por tonelada curta, para 300,8 dólares. O óleo de soja para março teve alta de 1,02%, ou 0,58 cent por libra-peso, cotado a 57,3 cents.
De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado comprou o boato antes do fato. Embora o relatório trouxesse potencial viés baixista, diante do aumento da produção brasileira e da manutenção dos números dos Estados Unidos, a interpretação do texto acabou prevalecendo sobre os dados objetivos.
O resumo divulgado pela Reuters destacou que parte dos corretores mantém otimismo quanto ao avanço das exportações norte-americanas. A expectativa é de que a China possa ampliar as compras de soja dos Estados Unidos, o que poderia reduzir os estoques finais. O próprio relatório mensal do USDA mencionou a possibilidade de a China considerar aquisições adicionais do produto norte-americano. Para a consultoria, o relatório de março poderá trazer respostas mais claras sobre essa possível mudança na demanda e confirmar se o movimento observado agora se sustenta nos fundamentos.