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Retirada de leite contaminado dá prejuízo de R$ 6,6 mi à Nestlé

No primeiro semestre do ano a empresa obteve lucro líquido de R$ 6,255 bilhões


A multinacional suíça da alimentação Nestlé quantificou nesta quarta-feira (23-11) em 2,5 milhões de euros (R$ 6,59 milhões) o custo da retirada do leite infantil contaminado com um composto químico, e seu presidente, Peter Brabeck, qualificou o fato como "uma tempestade em copo de água". No primeiro semestre do ano a empresa número um da alimentação mundial obteve lucro líquido de 3,68 bilhões de francos suíços (R$ 6,255 bilhões).

A Nestlé anunciou nessa terça-feira que retiraria dos mercados da Espanha, Portugal, França e Itália vários milhões de litros de leite infantil na qual havia restos de um componente químico utilizado na impressão das caixas de papelão. A empresa informou nesta quarta a retirada da venda na Grécia de um lote de 420 caixas de leite infantil, onde foi detectado o mesmo problema que o registrado em outros mercados europeus.

O motivo da decisão foi a presença no leite de restos de isopropiltioxantona, um componente da tinta com que são impressas as caixas de Tetra Pak utilizados. Este componente, segundo as fontes, só afeta o leite líquido e

não o leite em pó, já que o isopropiltioxantona "só reage em contato com um líquido que contém gordura".

Apesar de ter havido uma reunião de investidores organizada pelo Banco Cantonal de Zurique (BCZ), Peter Brabeckt reiterou que não existe nenhum problema para a saúde e qualificou de "pequeno" o impacto econômico da retirada do produto. O porta-voz da Nestlé disse à EFE que o custo direto da medida é de 2,5 milhões de euros.

O leite infantil retirado dos mercados europeus corresponde às marcas Nidina 1 e 2 e Nativa 2, todas com prazo de validade anterior a outubro de 2006. Em Bruxelas, o porta-voz de Saúde e Proteção ao Consumidor na Comissão Européia, Philip Tod, explicou à EFE que o Executivo do bloco já havia pedido à empresa, em setembro, a retirada do produto, ao ser informado pelo Governo italiano da contaminação de alguns lotes.

Em abril de 2006, indicou o porta-voz, será divulgado o grau de toxicidade da substância após o exame que Autoridade Européia para a Segurança Alimentaria (Aesa, com sede em Parma) realizará, embora as análises preliminares revelem que não havia "um risco particular". Na Bolsa de Zurique, as ações de Nestlé tiveram nessa terça-feira uma queda de 1,2% após a divulgação da decisão da retirada dos lotes de leite. Hoje (23-11), as ações da empresa mostraram recuperação.

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