RS: deriva de 2,4-D está em 73% das amostras
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Imagem: Pixabay
DEFENSIVOS

RS: deriva de 2,4-D está em 73% das amostras

Laudos reforçam que o produtor deve seguir cuidados na hora da aplicação
Por: -Eliza Maliszewski

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr) divulgou os dados de lavouras atingidas por deriva do herbicida hormonal 2,4-D. Foram 57 laudos de propriedades rurais que denunciaram a prática entre os dias 3 de agosto e 13 de novembro deste ano. 

Deste total cerca de 73,68% deram positivo para o herbicida, em 42 amostras. O restante (15 amostras) deu negativo mas em três delas havia outro ingrediente ativo, o Clomazona, também herbicida. Do total outras 11 amostras também tinham Clomazona. Somente 12 amostras estavam livres de herbicidas hormonais e Clomazona.

Dos 15 laudos negativos as amostras foram coletadas em 12 propriedades rurais distintas. As amostras foram de culturas diferentes como trigo, oliveira, videira, citros, ameixeira, morango e verduras como rúcula, espinafre, tomate e cebola.Os 42 laudos que testaram positivo para o herbicida hormonal, tiveram amostras coletadas em 35 propriedades rurais de 15 municípios. São 25 propriedades atingidas, que estão nos 24 municípios onde valem as regras das instruções normativas, e outras 10 propriedades que estão em outros municípios. 

Até o dia 13 de novembro, a Secretaria da Agricultura contabilizou 68 propriedades denunciantes (88 coletas), e 15 propriedades onde não foi realizada coleta, totalizando 83 denúncias. “As denúncias continuam chegando, entre 3 e 4 por dia. E todas estão sendo apuradas. Em alguns casos, em que os sintomas de deriva são de paraquate e glifosato, o produtor rural tem custeado a amostra, já que elas não estão no escopo do contrato com o LARP (Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas)”, afirma Rafael Lima, chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da Seapdr. Ele ainda reforça que o produtor deve seguir cuidados na hora da aplicação, já que novembro é um mês com uma janela muito curta para as condições de aplicação segura. 

Em 2019, para o mesmo período analisado, em 108 amostras de cultivos sensíveis comerciais coletadas, foram obtidos 92,59% resultados positivos, sendo não detectada a presença de agrotóxicos hormonais em apenas 8 amostras. Essas 100 amostras positivas foram coletadas em 79 propriedades diferentes. Amostras de cultivos sensíveis atingidos, no mesmo período, no ano de 2019: Ameixa (1), Caqui (2), Couve (1), Maçã (3), Mandioca (1), Marmelo Português (1), Noz-Pecã (3), Oliveira (5), Pastagem (1), Tomate (3) e Videira (79).
 


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