RS diminui área e busca utilizar sistema de produção que aumente resultados
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Imagem: Divulgação

MEXENDO NO SISTEMA

RS diminui área e busca utilizar sistema de produção que aumente resultados

Rotação de culturas e cultivo saudável são opções estimuladas no setor
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Um sistema de produção que permita obter melhores resultados com menos área e custos. Este vem sendo o grande objetivo buscado no setor arrozeiro gaúcho, que responde pela maior parte da cultura no País, envolve cerca de 140 municípios, seis mil produtores e 20 mil empregos diretos, mas tem enfrentado dificuldades. A diminuição de área é fato já consumado por vários anos, enquanto se procura melhorar a produtividade e baixar gastos para manter sustentável a atividade, com a adoção de formas de gestão e tecnologias adequadas a este propósito.

A área do arroz no Rio Grande do Sul diminuiu mais de 250 mil hectares em dez anos, comentou Alexandre Velho, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), na abertura da colheita de 2020, em fevereiro, em Capão do Leão, na Zona Sul. Este fato, conforme o líder, revela dificuldades do setor, com falta de renda. Em vista disso, acentua que o segmento está empenhado em intensificar um sistema de produção que busque maior sustentatibilidade. 

Neste processo, considera que a rotação de culturas é essencial, como meio de diminuir custos, que são muito altos, e aumentar a produtividade, que precisa atingir um nível mínimo. Ele próprio desenvolveu experiência e mediu resultados neste sentido na sua propriedade localizada em Mostardas, no Litoral Sul, onde planta arroz há cerca de 30 anos e soja há sete, verificando que assim obteve em média redução de custos na ordem de 15% e aumento no rendimento por área de 10% a 20%.

É muito importante aumentar a produtividade, reforça Alexandre, observando que o ponto de equilíbrio para o produtor alcançar renda é da ordem de 160 sacos por hectare, a partir do qual passa a ter retorno. Hoje, mesmo com a melhora já alcançada no aspecto, a média do Estado ainda fica abaixo deste patamar, em 150 sacos/hectare. Além disso, enfatiza que, pela rotação e pelo uso de outros produtos na lavoura, diminui a resistência das plantas à aplicação de determinados defensivos.

A cobertura vegetal no solo, com a implantação de pastagens de inverno (azevém, aveia, trevo persa), também é salientada no sistema de produção indicado e intensificado, segundo o dirigente da Federarroz, apontando a possibilidade de assim incluir a pecuária, outra fonte de renda na propriedade. Dentro deste sistema de cultivo, é fundamental a busca de melhorias na saúde do solo, reitera, por sua vez, Guinter Frantz, presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

UMA TRANSFORMAÇÃO

Guinter Frantz observa que, quanto menor o revolvimento do solo, melhor, onde se inserem práticas como o plantio direito e o cultivo mínimo, que “deixam o solo mais saudável, aumentado resultados”. Destaca ainda que a rotação de culturas, do arroz com soja e pastagem transformada em proteína animal, rotaciona também agroquímicos, promove manejo de fertilização, conseguindo reduzir custos e melhorar a produtividade, assim como a rentabilidade.

Na opinião do dirigente do Irga, é preciso transformar a propriedade em sistema saudável, com mínimo ou nenhum revolvimento de solo e menor uso possível de agroquímicos, com o que considera ser viável melhorar também a preservação do meio ambiente. E, ao final desta forma de procedimento, conclui Frantz, “é importante ainda lembrar que o produtor vai colocar  no mercado um alimento mais saudável”.


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