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Saca de café é vendida por R$ 14 mil em leilão

O café mais caro do Brasil foi vendido nesta semana pelo preço de R$ 14.872,90


O café mais caro do Brasil foi vendido nesta semana pelo preço de uma TV de plasma (42 polegadas): R$ 14.872,90 a saca de 60 quilos. O lote foi arrematado na noite da segunda-feira (09-01) por uma rede de cafeterias canadense, durante o Leilão do 7º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup of Excellence.

O lote de 12 sacas foi objeto de disputa acirrada que se estendeu por quase três horas entre a Michels Espresso and Caffe Artigiano, do Canadá, e a japonesa Maruayama Coffee. O leilão aconteceu pela internet e superou todas as expectativas da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, da sigla em inglês). "Tínhamos programado o sistema para receber lances de até US$ 40 a libra-peso e tivemos que interromper o pregão para reprogramar as máquinas", diz Gabriel Carvalho Dias, conselheiro da BSCA. O preço final ficou em US$ 49,75 a libra-peso.

O café é do Grupo Sertão, de Carmo de Minas, no sul de Minas Gerais. "O leilão superou em muito minha expectativa. Imaginava que a saca seria vendida por cerca de R$ 9 mil. Jamais imaginei que a saca alcançaria R$ 14 mil", diz o cafeicultor Francisco Isidro Pereira, da Fazenda Santa Inês, uma das seis fazendas que fazem parte do Grupo Sertão.

O café, diz, foi produzido por um pé com quase 80 anos de idade, que "já viu a geada de 1979", diz Pereira. "Há uns quatro anos até pensamos em derrubar esta árvore, mas acabamos desistindo e resolvemos investir em qualidade", diz.

Pereira e sua família, que planta café há quase 100 anos, até montaram telão especial para acompanhar o leilão pela internet. O evento foi regado a cerveja, mas foi brindado mesmo é com café. "Bebo umas dez xícaras por dia e não poderia deixar de comemorar desta maneira", diz o cafeicultor. O café consumido foi o produzido por ele mesmo. "Há anos não compro café em supermercado. Faço o meu próprio blend com café da fazenda da família", diz.

No pregão, Pereira ofertou 12 sacas, que renderam quase US$ 79 mil. "Vou reinvestir tudo na lavoura do café e aumentar a área de cafés especiais".

Comprador internacional

Hoje o Grupo Sertão cultiva 600 hectares de café, dos quais 20% são de cafés especiais. A meta é elevar a porcentagem para pelo menos 50% até 2008. Durante o leilão, foram oferecidos 36 lotes, dos quais 9 produzidos pelo Grupo Sertão. No total, 72 compradores se inscreveram. "O leilão é nosso melhor veículo de divulgação da qualidade do café brasileiro", diz Dias, da BSCA. Foram vendidas 807 sacas de cafés especiais, que renderam R$ 966.721,68. O preço médio ficou em R$ 1.197,80.

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