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Safra de arroz 2026/27 tem previsão de 861 mil hectares no Rio Grande do Sul

Plantio de arroz avança de forma desigual no RS


Foto: Pixabay

O plantio de arroz da safra 2026/2027 avança em ritmos diferentes no Rio Grande do Sul, mas as chuvas volumosas já provocam alagamentos, erosão do solo e atrasos nas operações em áreas produtoras. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (08), a semeadura está mais adiantada na Fronteira Oeste, enquanto regiões como Bagé enfrentam interrupções devido ao excesso de água.

A implantação das lavouras de arroz apresenta diferenças entre as regiões administrativas do Estado. Na Região Sul, a semeadura avançou expressivamente, enquanto, na Fronteira Oeste, o plantio chega a aproximadamente 50% da área em alguns municípios. Apesar do avanço em determinadas localidades, o excesso de chuva restringe a continuidade das operações. Em algumas áreas, os trabalhos dependem da redução da umidade do solo e dos níveis dos rios.

O preparo das áreas continuou onde as condições permitiram. No entanto, as chuvas volumosas provocaram alagamentos em áreas de várzea e próximas aos cursos d'água, além de erosão do solo e perda de nutrientes. Esses problemas podem comprometer o estabelecimento das lavouras e o potencial produtivo das áreas mais afetadas.

A área projetada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) para o cultivo de arroz na safra 2026/2027 é de 861.779 hectares. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a produtividade inicial está estimada em 8.741 kg/ha. Na região administrativa de Bagé, os volumes expressivos de chuva praticamente interromperam o avanço da semeadura. Em São Gabriel, Rosário do Sul e Santa Margarida do Sul, áreas foram atingidas por enchentes e passam por avaliação para determinar a necessidade de replantio e de reparos nos sistemas de irrigação e drenagem. Também já são observados danos provocados pela perda de solo e fertilizantes, além de atrasos no desenvolvimento das plantas.

Na região administrativa de Pelotas, a área semeada aumentou de 8% para 21% da estimativa regional durante o período analisado. As lavouras implantadas estão integralmente na fase de desenvolvimento vegetativo. Em Santa Maria, pouco mais de 10% da área prevista já foi plantada. Em Formigueiro, nas áreas de várzea dos rios Vacacaí e São Sepé, a previsão de novas chuvas preocupa os produtores devido ao risco de redução da área efetivamente implantada.

Na região de Santa Rosa, lavouras próximas aos rios foram temporariamente alagadas em razão da elevação dos níveis dos cursos d'água. Apesar disso, o período de inundação foi relativamente curto.

Na região administrativa de Soledade, os produtores deram continuidade ao preparo das áreas destinadas ao cultivo de arroz pré-germinado, e o plantio começou em algumas propriedades. Também há implantação pelo sistema de semeadura em solo seco. As chuvas frequentes e volumosas, porém, dificultaram tanto o preparo do solo quanto a semeadura. Até o período analisado, a área plantada correspondia a 7%. O avanço do plantio nas regiões produtoras dependerá das condições de umidade do solo e da redução dos níveis dos rios, especialmente nas áreas sujeitas a alagamentos.

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