Safra de manga termina em janeiro e produtor já tem garantia de compra


Agronegócio

Safra de manga termina em janeiro e produtor já tem garantia de compra

A produção no Espírito Santo está em ritmo crescente
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A produção de manga no Espírito Santo está em ritmo crescente. Na safra deste ano já foram colhidas 500 toneladas da fruta, mas a expectativa é que a produção alcance 1.000 toneladas ao fim de janeiro, quando termina a safra. A comercialização da produção de manga já está negociada com uma empresa processadora. As negociações ocorreram por meio de reuniões realizadas durante o ano pelo Grupo Gestor do Polo de Manga, que avalia qual será o preço mínimo do quilo a cada ano.

O grupo é coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e composto por representantes do Instituto, prefeituras, associações e sindicatos de produtores dos 17 municípios que integram o Polo, além do Sebrae e da Trop Brasil.

A organização da cadeia produtiva e o estreitamento de diálogo com a indústria de polpa de frutas permitiu aos agricultores a certeza de mercado e a garantia de preço, que neste ano ficou fixado em R$ 0,50 por quilo. O valor foi fixado na última reunião do Grupo Gestor realizada no mês de outubro. A gestão dos contratos de longo prazo garantem a segurança de escoamento da produção e a regularidade de demanda.

“O amadurecimento do Grupo Gestor, conquistado nesses oito anos de trabalho, faz com que ano a ano a dependência em relação ao poder público seja menor. Neste período, foram realizadas diversas reuniões de mobilização e articulação, além de ações de capacitação para formação e desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais necessárias à sustentabilidade do processo”, afirma o coordenador do Polo de Manga, José Carlos Grobério.

A região de abrangência do Polo de Manga da Região Noroeste do Espírito Santo foi selecionada de acordo com condições edafoclimáticas (clima e solo) favoráveis ao cultivo da fruta. Ao todo, 17 municípios do Noroeste do Estado fazem parte do Polo, sendo eles: Água Doce do Norte, Barra de São Francisco, Águia Branca, São Gabriel da Palha, São Domingos do Norte, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Pancas, Marilândia, Colatina, Baixo Guandu, Laranja da Terra, São Roque do Canaã, Itarana, Itaguaçu, Governador Lindenberg e Santa Teresa.

O Espírito Santo apresenta aproximadamente 1.600 hectares de área plantada, com produção que atende a cerca de 30% da demanda das indústrias. Conta com o envolvimento de 747 famílias, das quais 599 são de produtores rurais e 148 de trabalhadores envolvidos em atividades terceirizadas, totalizando 31 comunidades nos 17 municípios.

No Estado já existem 12 polos de frutas, que visam à expansão da fruticultura capixaba por meio de incentivos governamentais como capacitação dos agricultores e distribuição de mudas a preços subsidiados. O objetivo dos polos é incentivar a diversificação da agricultura capixaba e, dessa forma, proporcionar uma fonte alternativa de renda aos produtores rurais. O sucesso do Polo de Manga através da organização e planejamento do Grupo Gestor é referência para os demais polos de frutas do Espírito Santo.

Polo de Manga

Desde 2003, o Governo do Estado, por meio do Incaper, adquiriu cerca de 150 mil mudas de manga da variedade Ubá e distribuiu aos agricultores familiares cadastrados no Polo a preços subsidiados. Uma muda que custaria R$ 5,00 foi repassada ao produtor por R$ 0,59.

Para se cadastrar, o produtor deve seguir uma série de exigências, como as recomendações técnicas preconizadas pelo Incaper, acompanhar os treinamentos e as capacitações destinadas ao manejo da cultura, permitir ao corpo técnico do Instituto fazer avaliações sobre o material genético implantado em sua propriedade e estar com a área em condições de plantio, sendo fundamental o controle de formigas.

Essas determinações são estabelecidas para que o Estado tenha sua produção de manga com qualidade e sustentabilidade, atendendo à demanda comercial. Além disso, os produtores foram incentivados a se organizarem em associações e cooperativas, para facilitar o diálogo e as negociações com a indústria.

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