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Safra de soja: colheita avança, mas rendimentos ainda abaixo da safra passada

Chuvas irregulares afetam produtividade, mas colheita avança em algumas regiões.


Foto: Leonardo Gottems

Revisão Aline Merladete

A safra de soja 2023/24 está em pleno andamento, com um panorama diversificado entre os estados brasileiros. As condições climáticas irregulares, com chuvas excessivas em algumas regiões e secas em outras, impõem desafios aos produtores, conforme divulgado pelo boletim semanal da Conab. Em Mato Grosso, foi observado uma redução das chuvas, fator que permitiu o avanço significativo da colheita de soja. Embora as áreas semeadas mais tarde mostrem um rendimento melhor comparado às semeaduras precoces, é importante ressaltar que, de maneira geral, os rendimentos ainda são inferiores aos registrados na safra passada.

No Rio Grande do Sul, mais de um terço das áreas de soja estão em fase de florescimento, um estágio crítico que demanda uma disponibilidade hídrica adequada para o desenvolvimento das plantas.

No Paraná, a redução das precipitações também favoreceu a evolução da colheita, um indicativo de que as variações climáticas podem ter tanto efeitos adversos quanto benéficos, dependendo do estágio de desenvolvimento das lavouras e das operações agrícolas planejadas.

Em Goiás, as lavouras precoces têm apresentado baixo rendimento, uma condição preocupante para os produtores. Contudo, as áreas em enchimento de grãos têm sido favorecidas pelas chuvas.

Mato Grosso do Sul e Minas Gerais registram condições climáticas irregulares, com chuvas impactando na maturação, colheita e o desenvolvimento das lavouras. Enquanto em MS as chuvas irregulares aceleram as operações de colheita, em MG, as lavouras semeadas tardiamente encontram-se em melhores condições devido ao clima mais favorável.

No estado de São Paulo, a colheita avança e a maior parte das lavouras se encontra em estágio reprodutivo, uma fase crucial para a definição dos rendimentos.

Tocantins e Maranhão apresentam cenários distintos, com produtividades abaixo das expectativas iniciais em TO, enquanto no MA a colheita avança favoravelmente nos Gerais de Balsas e o plantio progride nas demais regiões.

No Piauí, as lavouras se encontram em boas condições, um sinal positivo para a safra no estado. Por outro lado, no Pará, o excesso de chuvas tem impactado negativamente a evolução da colheita no Sudeste e Sudoeste do estado, evidenciando os desafios impostos por fenômenos climáticos extremos.

 

Semana de 29 de janeiro a 4 de fevereiro de 2024.
Percentual da área semeada nacional: 99,6%

Fonte: Conab

 

Vale lembrar que, a metade das operações da safra de soja já passou, considerando que,  28,4% está avançando pelo enchimento de grãos, ainda necessitam de chuvas. Há também, pelo menos 30,4% em maturação, que necessitam redução dos volumes de chuva. Já a colheita é registrada em pelo menos 14% das áreas monitoradas pela Conab.



Fonte: Conab

  • Tocantins: Aumento de 2% na semana do monitoramento (de 1% para 3%), mostrando uma recuperação em relação à safra anterior que estava em 0%.
  • Maranhão: Crescimento de 1% na última semana (de 1% para 2%), ainda abaixo do 1% registrado na safra anterior.
  • Piauí: Sem variação (0%), mantendo-se estável tanto em comparação com a semana anterior quanto com a safra passada.
  • Bahia: Aumento de 0.3% (de 1.2% para 1.5%), ligeiramente acima do 1% na safra anterior.
  • Mato Grosso: Expressivo crescimento de 11.9% (de 18.9% para 30.8%), superando os 25.6% da safra anterior.
  • Mato Grosso do Sul: Dobrou o progresso da colheita, com aumento de 4% (de 4% para 8%), ainda bem acima dos 2% da safra anterior.
  • Goiás: Aumento de 5% (de 5% para 10%), ultrapassando os 9% da safra passada.
  • Minas Gerais: Crescimento de 2% (de 6% para 8%), comparado a 4.5% da safra anterior.
  • São Paulo: Crescimento de 1% (de 9% para 10%), significativamente acima dos 2% da safra anterior.
  • Paraná: Aumento de 7% (de 12% para 19%), consideravelmente acima do 1% na safra passada.
  • Santa Catarina: Sem variação significativa (0.5%), mantendo-se estável em comparação com a safra anterior.
  • Rio Grande do Sul: Sem variação (0%), consistente com a safra anterior.

 

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