Safra de uva teve perdas de 31,5% em Marialva (PR)
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Agronegócio

Safra de uva teve perdas de 31,5% em Marialva (PR)

O excesso de chuva no período vegetativo da uva, foi o principal fator que levou à redução da produção
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A safra 2006/07 da uva em Marialva (a 20 km de Maringá) registrou quebra de 31,5%. A previsão era de colher 18,2 mil toneladas, mas o resultado chegou a 12,5 mil toneladas, segundo dados do escritório da Emater do município.

"O excesso de chuva no período vegetativo da uva, em que a planta está mais suscetível ao ataque do míldio (um tipo de fungo), foi principal fator que levou à redução da produção", diz Sérgio Luiz Zafalon, agente de extensão rural da Emater.

A chuva também dificultou a aplicação de agrotóxicos nos parreirais para combater o fungo. A colheita da uva na grande parte das propriedades rurais do município foi finalizada no início de fevereiro.

As estimativas para a próxima safra não são otimistas. Os viticultores devem colher 12 mil toneladas de uva, 500 quilos a menos - ou 33 caminhões carregados -, em relação à atual.

"A poda começou ser feita agora e a previsão é de nova quebra na safra de uva", afirmou o agente da Emater.

Na primeira safra da uva de 2006, a quebra foi de 30%, segundo cálculos da Emater, ocasionada também pela alta incidência de míldio. A produção foi de 13 mil quilos de uva por hectare. A média histórica de produtividade em Marialva é de 18 mil kg/hectare.

Os produtores fazem duas colheitas no ano. A primeira ocorre de novembro a fevereiro e a segunda de abril até a primeira quinzena de julho. O ciclo de produção da uva é de 120 a 150 dias. Já o da uva sem semente, ainda cultivada em pequenas escala no município, é de 90 a 110 dias

Representantes da Associação Norteparanaense de Estudos da Fruticultura (Anpef) assinaram esta semana um convênio com a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e a UEM (Universidade Estadual de Londrina) para implantação de uma unidade de pesquisa de plasticultura em Marialva.

Representatividade

Os recursos para implantação do projeto são provenientes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e visa a aplicação do plástico nas parreiras para reduzir a incidência de doenças - em especial o míldio - e, conseqüentemente, a diminuição do uso de agrotóxico.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura de Marialva, no município há por volta de 750 produtores de uva. A maior parte é de pequenos viticultores.

Aproximadamente 1,1 mil famílias estão envolvidas com o cultivo da fruta, que gera 5,5 mil empregos diretos e outros 2 mil diretos. A viticultura está entre as atividades econômicas que mais oferecem postos de trabalho no município.

A uva de mesa produzida em Marialva é vendida principalmente para entrepostos de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).

A viticultura movimenta anualmente cerca de R$ 70 milhões e representa 50% da atividade agroindustrial de Marialva.


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